Suíça pediu busca em residência, mas foi ignorada

Promotores suíços pediram às autoridades brasileiras que realizassem buscas na residência do ex-diretor da CPTM João Roberto Zaniboni. A solicitação ocorreu em fevereiro de 2011, ao Ministério Público Federal, no âmbito de uma investigação de polícia criminal instaurada em Genebra, em outubro de 2008, contra Zaniboni e os irmãos Arthur Gomes Teixeira e Sérgio Teixeira, lobistas da Alstom, por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção.

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2013 | 02h14

"Consta dos resultados obtidos até agora que há uma suspeita que companhias do grupo francês Alstom em São Paulo teriam corrompido, com a cumplicidade de cidadãos brasileiros, funcionários públicos, no contexto da atribuição de contratos efetuados pela CPTM", assinalou o procurador federal suíço Stefan Lenz.

Em "pedido de auxílio Judiciário Internacional em matéria penal", Lenz requereu os interrogatórios de Zaniboni, dos lobistas e ainda de José Amaro Pinto Ramos.

O procurador suíço insistiu em uma inspeção na casa do ex-diretor da CPTM. "Solicita-se que se efetue particularmente no domicílio de Zaniboni uma busca e se apreenda quaisquer documentos relacionados com o presente processo."

O pedido, porém, não foi atendido. O MP Federal confirmou que não houve buscas na casa de Zaniboni porque naquele momento a medida poderia prejudicar a investigação sobre o caso Alstom no Brasil.

O procurador suíço apontou para as offshores Gantown Consulting SA e GHT Consulting SA, controladas pelos Teixeira. "As análises de fluxos efetuadas na Suíça revelaram que a partir de contas que estas duas pessoas mantêm ou mantinham na Suíça fundos foram transferidos a Zaniboni. Há uma forte suspeita de que esses pagamentos foram efetuados em relação com a atribuição de contratos relativos a projetos de transporte pela CPTM à Alstom."

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