DARIO OLIVEIRA-30/09/2018
DARIO OLIVEIRA-30/09/2018

Sudeste e Sul concentram 75% da bancada eleita do PSL

Regiões têm 50% da representação na Câmara; partido elege apenas cinco no Nordeste

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2018 | 20h28

O Sudeste e o Sul foram os responsáveis por sextuplicar a bancada do PSL de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Dos 52 parlamentares que o partido conseguiu eleger, 29 são do Sudeste e dez do Sul, o que corresponde a 75% das cadeiras conquistadas pela legenda. Na representação da Câmara, as bancadas das duas regiões somadas chegam a cerca de 50% do total. O PSL passará a ser a segunda maior legenda da Casa no ano que vem, atrás apenas do PT. Na atual legislatura, a legenda tem apenas oito deputados. 

Enquanto isso, o partido de Bolsonaro no Nordeste elegeu apenas cinco deputados. Para efeito de comparação, o PT elegeu 21 na região e também se saiu bem no Sudeste, com 18 nomes cacifados a representar o partido na próxima legislatura. Os dados mostram a capilaridade dos petistas, que tiveram apenas um eleito a menos que o PSL no Sul (nove).

Assim como na eleição presidencial, os partidos de centro-esquerda predominam na representação nordestina da Câmara. As duas maiores bancadas da região depois do PT são a do PDT e a do PSB, com 14 e 13 deputados, respectivamente. Já o Sudeste tem o próprio PT como segundo mais representado, seguido por PR, DEM, PRB e PSDB, todos com 11, e o PSB, com dez.

Na disputa pela Presidência, o petista Fernando Haddad venceu em oito dos nove Estados nordestinos. O ponto fora da curva foi o Ceará, berço político de Ciro Gomes, que deu vitória ao seu ex-governador. Bolsonaro, por sua vez, ganhou em quase todas as outras unidades da Federação — a exceção foi o Pará, que deu mais votos para Haddad. No Sudeste, o candidato do PSL tirou do PT a vitória no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, onde o partido havia obtido mais votos em primeiro turno em todas as eleições desde 2006.

De cada quatro deputados eleitos neste domingo pelo PSL, ao menos um é militar ou policial civil, de acordo com as profissões declaradas pelos candidatos eleitos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  O partido elevou sua tímida bancada de atuais oito deputados para 52, deste total, 12 declararam profissões ligadas à área da segurança.

A expectativa é que, com isso, a legenda do capitão reformado Jair Bolsonaro turbine a chamada “bancada da bala” na Câmara.  Neste grupo eleito pelo PSL, está o campeão de votos Eduardo Bolsonaro (SP) que é policial civil e a policial militar Major Fabiana (RJ) que tinha o slogan “a mulher na segurança”, em sua campanha. 

No total dos 513 candidatos eleitos para a próxima legislatura da Câmara dos Deputados, 15 declararam ter profissões de militares ou policiais civis. /Colaboraram Mariana Haubert e  Camila Turtelli

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