STJ veta greve e situação melhora nos portos

O Superior Tribunal de Justiça atendeu ontem ao pedido do Planalto e determinou a volta ao trabalho de todos os fiscais agropecuários do País. A medida deve normalizar a situação em portos e aeroportos, onde a interrupção parcial de atividades, há vários dias, já provocava congestionamentos e ameaçava com altos prejuízos setores como o de alimentos e o farmacêutico.

DÉBORA ÁLVARES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2012 | 03h06

A multa por descumprimento é de R$ 100 mil por dia. Em sua decisão o STJ detalha o porcentual de funcionários que devem ser mantidos em serviços paralelos. O Sindicato Nacional dos Fiscais Agropecuários vai recorrer da medida. "Fere nosso direito de greve", explicou Wilson de Sá, presidente da entidade.

A decisão acalmou empresários da indústria e da agropecuária, que temiam até ontem pelo agravamento da situação. "Se os grevistas voltarem logo ao trabalho, não precisaremos interromper a produção", resumiu em Itajaí (SC) Clever Ávila, dirigente do Sindicarne em Santa Catarina.

O ritmo continuou lento, porém, no Porto de Santos, onde 37 navios desembarcavam e outros 80 esperavam ao largo. "Toda a cadeia logística está prejudicada", resumiu José Roque, do Sindicato das Agências de Navegação. Coma decisão na Justiça, fiscais do porto santista decidiram trabalhar entre 8 e 18 horas - normalmente, o serviço é ininterrupto. No Rio Grande do Sul, um cálculo do setor de avicultura previa que a greve daria prejuízos de R$ 18 milhões - mas o valor foi baixado, à tardinha, em 30% ao se tomar conhecimento da decisão do STJ.

Rotina. Nos aeroportos e rodovias do País, que tinham sofrido operações-padrão e bloqueios de policiais federais, a sexta-feira foi bem mais calma e o embarque de passageiros retomou o ritmo. A única confusão ocorreu no Aeroporto de Confins, perto de Belo Horizonte, onde a lentidão e as filas continuaram e policiais decidiram manter a greve até dia 15.

No Rio, a greve das universidades manteve o fôlego. Uma passeata de 150 pessoas fechou até 15 horas o acesso à reitoria e ao câmpus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão. / COLABORARAM ANTONIO PITA, MARCELO PORTELA, DANIEL CARDOSO, ZULEIDE DE BARROS, ELDER OGLIARI e JULIO CESAR LIMA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.