STJ autoriza investigação contra governador do DF

Citado em interceptações telefônicas do grupo de Carlinhos Cachoeira como o "Magrão" e o "01 de Brasília", o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), começou a ser investigado pelo Superior Tribunal de Justiça, no inquérito aberto a pedido do Ministério Público.

VANNILDO MENDES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 03h04

O ministro Francisco Falcão, relator do inquérito, autorizou ontem a realização do primeiro lote de diligências pedidas pelo MP, inclusive busca e apreensão de documentos para serem analisados. O relator, porém, manteve a investigação sob segredo de Justiça e não revelou os alvos das buscas e o teor das diligências.

Desencadeada em 29 de fevereiro, a Operação Monte Carlo desmantelou uma quadrilha acusada de corrupção, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais em Goiás e no DF. Foram presas 35 pessoas, entre elas Cachoeira, único que permanece detido.

Em junho, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao STJ autorização para investigar os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do DF. Para Perillo, foi sorteado como relator o ministro Humberto Martins, que já determinou a realização de diligências pedidas pelo MP.

As interceptações mostraram ainda contatos da quadrilha com membros do governo do DF para obtenção de contratos nos serviços de coleta de lixo e de exploração da bilhetagem eletrônica do transporte público. Agnelo confirmou as tentativas da quadrilha, mas negou que seu governo tenha cedido às pressões do esquema.

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