STF rejeita adiar processo de cassação de Demóstenes

Uma tentativa da defesa do senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) de postergar seu julgamento no Conselho de Ética do Senado parou no Supremo Tribunal Federal. A ministra Cármen Lúcia negou o pedido da defesa para jogar a decisão do conselho sobre a cassação de seu mandato para depois do julgamento na Justiça Federal sobre a legalidade das escutas telefônicas feitas com autorização judicial pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

16 Junho 2012 | 03h03

A esperança de Demóstenes seria livrar-se do processo no Senado com a possível anulação dos grampos, principais provas obtidas de sua ligação com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Com a primeira derrota, a defesa entrou com novo mandado de segurança, a ser avaliado pelo ministro Dias Toffoli. O Conselho de Ética deve votar o relatório com pedido de cassação na segunda-feira.

Nos dois pedidos ao STF, os advogados de Demóstenes sustentaram que o conselho cerceou a defesa ao rejeitar o pedido para que fosse feita perícia técnica nas escutas. O primeiro mandado de segurança em favor de Demóstenes foi protocolado na quinta-feira no STF. Ontem, Cármen Lúcia negou o pedido, dizendo que o processo por quebra de decoro é regido pelo Legislativo. E ponderou que o presidente do conselho, À tarde, a defesa fez novo pedido, no qual pedia que fosse garantido o prazo de dez dias entre a apresentação do relatório no conselho e sua votação. Se a liminar for dada, o senador só será julgado pelo conselho após decidida a legalidade das escutas telefônicas. / F.R.

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