SP terá plano pioneiro de relações internacionais focado em empregos

Objetivo é ampliar as parcerias com órgãos internacionais e investir em infraestrutura; Estado quer criar 1,5 milhão de vagas

LUCAS DE ABREU MAIA, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2012 | 03h05

Ao lado do ministro de Relações Exteriores, chanceler Antonio Patriota, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançou ontem o Plano de Relações Internacionais do Estado, que promete criar 1,5 milhão de empregos, diretos e indiretos, até 2014.

A iniciativa - a primeira do gênero no País, segundo Alckmin - tem como principal objetivo ampliar as fontes de empréstimos do Estado junto a organismos internacionais, como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Mundial.

Desde que o governo federal aumentou, no ano passado, o teto da dívida de São Paulo para R$ 7 bilhões, o Palácio dos Bandeirantes busca fontes de financiamento. Em dezembro, o governo prometeu um ajuste fiscal em gastos de custeio para ampliar o investimento no Estado.

"Vamos buscar em organismos internacionais esses financiamentos para poder investir na área de infraestrutura", disse Alckmin ontem, após assinar o decreto que criou o plano. "São Paulo tem um novo programa de ajuste fiscal, o que ampliou a capacidade de investimento."

Segundo o governador, o Estado busca, ainda, ampliar as parcerias público-privadas (PPP) com empresas estrangeiras.

Além das metas econômicas, o Plano de Relações Internacionais estabelece o objetivo de ampliar o intercâmbio cultural, educacional e científico com outros países. O governo estadual pretende, por exemplo, estender a 100 mil alunos o ensino de inglês, espanhol, alemão, francês, italiano, japonês e mandarim nos Centros de Estudos de Línguas (CELs) mantidos pelo Estado até 2014.

Segundo Alckmin, foram estabelecidas 54 metas que envolvem todo o governo. "A adoção deste plano significa que todas as 26 Secretarias do Governo irão operar com um braço no exterior", afirmou o governador. "No mundo globalizado de hoje, onde a informação e as oportunidades não obedecem a fronteiras, ninguém sobrevive se isolando", destacou.

O ministro das Relações Exteriores afirmou que o Itamaraty foi "um parceiro de primeira hora" da ideia, mas ressaltou que as relações internacionais de São Paulo "não poderão prescindir da parceria com o governo federal". "É sempre oportuno recordar que é competência da União manter relações (com outros países)", ressaltou Patriota. "Desejo êxito a São Paulo na implementação desse plano."

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