SP reage a PT e nega aumento de 75% em obra

O governo do Estado reagiu ontem à iniciativa do PT, que pediu investigação ao Ministério Público sobre contrato da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) com a Delta Construções, e informou que "nunca houve aumento de 75%" no valor da obra de construção da Nova Marginal, em São Paulo. O contrato foi firmado em maio de 2009 e, em agosto de 2010, recebeu aditamento de 24,09%, "por conta da inclusão de novas obrigações, como o acréscimo nos volumes de terraplanagem e aumento da aplicação de rachão na base de pavimentação, em função de condições climáticas imprevistas".

O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2012 | 03h01

O governo destacou que a Delta não foi a única responsável pela obra com três trechos - a Dersa ficou com o trecho 2, com 6,08 quilômetros de extensão e valor de contrato de R$ 287,2 milhões. "Os demais trechos foram feitos por concessionárias de rodovias que chegam à marginal."

Em nota, o governo esclareceu que não é correto comparar valor de convênio com valor de contrato. "O convênio é o instrumento jurídico entre município e Dersa e seu valor é apenas uma previsão de quanto pode ser gasto em uma obra que sequer foi licitada. Nada tem a ver com os contratos firmados com empresas para a sua execução."

"A licitação e o aditamento seguem rigorosamente os parâmetros da Lei de Licitações", crava o texto. "A representação do PT não apontou um único indício de irregularidade no contrato citado pela reportagem. O governo de São Paulo fiscaliza permanentemente os contratos da administração direta e indireta." FAUSTO MACEDO

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