Sou obrigado a comparar, diz Kassab sobre gestão de Marta

Candidato do DEM, o prefeito diz que 'não é que Marta não esteja de boa-fé', mas ela não fez na área de Saúde

Wellington Carvalho e Carolina Freitas, da Agência Estado

20 de agosto de 2008 | 19h30

Mesmo que a candidata do PT, Marta Suplicy, ignore seus ataques, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, persiste na tentativa de comparar sua gestão com a da petista. "Sou obrigado a comparar. É muito fácil ela falar que vai fazer", disse Kassab. "Não que Marta não esteja de boa-fé, mas ela não fez." No fim da manhã, o prefeito vistoriou uma unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) de especialidades, em Santa Cecília, na região central, e prometeu que, se eleito, criará mais 25 AMAs de especialidades.  Veja também:Candidatos a prefeito dominam programa de vereadores em SP  estadao.com.br terá fichas de candidatos a vereador  Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato ?  Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor   Apesar da determinação em criticar a gestão do PT, Kassab deu-se conta, enquanto concedia entrevista, de que havia esquecido de lançar em seu site o desafio diário a Marta. "Falhamos. Esqueci de lembrar de um desafio", disse o prefeito. O desafio, que normalmente é publicado por volta do meio-dia, entrou no ar só às 16 horas. Kassab provoca Marta a responder o número de praças entregues à população e diz ter feito 78. Questionado se usaria algum padrinho político em sua campanha - a exemplo de Marta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato do PSDB Geraldo Alckmin com o governador José Serra (PSDB) -, Kassab se esquivou: "O mais importante em uma campanha é que o eleitor conheça as propostas dos candidatos." Modéstia Kassab disse  que falará a verdade ao eleitor. "O eleitor não vai acreditar em mim se eu disser que (a cidade) está uma maravilha, mas que está muito melhor está", afirmou. "Se faltam médicos, hospitais, equipamentos e remédios hoje, faltavam mais no início da gestão."

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