WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Sou mesmo um amador na política, diz Skaf

Candidato do PMDB ao governo responde à provocação de dirigente petista sobre a resistência em apoiar Dilma em São Paulo e afirma que sociedade está cansada dos políticos 'profissionais'

Carla Araújo e Ricardo Brandt , O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2014 | 15h09

Atualizado às 16 horas

São Paulo - O candidato ao governo do Estado, Paulo Skaf (PMDB), rebateu nesta quarta-feira, 30, as afirmações feitas pelo coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff em São Paulo, Luiz Marinho (PT), que avaliou que o peemedebista é um "amador na vida política". "Eu sou um amador na vida política. Sou mesmo. Eu não sou um político tradicional, eu não sou um profissional da política, aliás, a sociedade está cansada dos profissionais da política", afirmou, após participar de evento com oficiais militares na capital.

Questionado se atenderia ao pedido de Marinho para uma conversa, Skaf esquivou-se e disse que apesar de ser amador na vida política não é um amador em gestão. "Eu não sou um amador na administração, aí eu sou um profissional experiente", afirmou. Nessa terça, Marinho afirmou que tem pré-agendada para essa semana uma conversa com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para tratar da resistência de Skaf em abrir o palanque para Dilma. Marinho disse ainda que já tinha solicitado uma agenda com o Skaf e que ainda não havia obtido resposta.

Skaf negou que haja algum tipo de desgaste com a presidente Dilma por conta dessa polêmica. "Não há nenhuma rusga, da minha parte não há rusga nem com a Dilma, nem com ninguém", afirmou. "Agora é lógico que o PT estadual e o PSDB estão incomodados com a nossa candidatura", afirmou.

O candidato evitou também comentar sobre o vídeo lançado recentemente pela sua campanha, no qual ele ironiza um possível apoio ao PT no Estado. No dia seguinte à publicação, o vice-presidente Michel Temer ligou para o candidato e disse que o PMDB paulista "estará com Dilma" na campanha nacional.

 

Sem responder as perguntas sobre o tema, Skaf limitou-se a questionar aos jornalistas o que tinham achado do material. "Você gostou do vídeo? Isso que é importante, se vocês gostaram", disse.

O candidato resiste em associar sua candidatura a Dilma, por causa da alta rejeição da petista em São Paulo e por isso passar a mensagem de que seu nome é um plano B do PT no Estado. O candidato petista ao governo, Alexandre Padilha, tem 4% das intenções de voto na última pesquisa. Skaf tem 16%.

Após interromper a entrevista coletiva por alegar que estava atrasado para uma segunda agenda de campanha, Skaf reuniu-se na frente dos jornalistas por cerca de 15 minutos com o ex-prefeito Gilberto Kassab e com o ex-governador Fleury. Os três conversaram ao pé do ouvido, separados da imprensa por um vidro.  

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