Soninha critica atual relação entre Prefeitura e Câmara

Candidata afirmou que negociações são pautadas pelo 'toma-lá-dá-cá' e que vereadores esperam algo das votações

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

21 de setembro de 2012 | 14h01

A candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, defendeu nesta sexta-feira que a relação entre Prefeitura e Câmara Municipal deve ser pautada exclusivamente pelos interesses da cidade. Em entrevista ao jornal SPTV, da Rede Globo, Soninha lembrou que já havia dito que essas negociações costumam ser pautadas pelo "toma-lá-dá-cá". "Sempre esperam (os vereadores) algo em troca das votações (de projetos)", disse. Soninha defendeu que essa troca pode ser feita por obras de interesse público nas regiões representadas pelos parlamentares.

Soninha afirmou ainda que "tem que ter mais inteligência" na hora de fazer restrições ao trânsito de veículos em São Paulo, como aquela que impede o tráfego de caminhões nas marginais Pinheiros e Tietê das 5h às 9h e das 17h às 22h. Para a candidata, a maneira que a restrição é feita hoje apenas traz a impressão de que "o trânsito atual não é culpa do excesso de veículos".

Ao ser questionada sobre seus planos para o trânsito de bicicletas em São Paulo, Soninha defendeu a necessidade de ser feito um plano para toda a cidade. "É um planejamento que precisa ser feito", disse. Ela afirmou que nos últimos anos houve avanços na área, mas que ainda não são suficientes.

A candidata negou responsabilidade na aprovação de prédios para shoppings na região da Lapa, quando foi subprefeita (2009-2010), que estariam em situação irregular. Ela explicou que a subprefeitura tem responsabilidade sobre projetos até certa metragem e que, daí por diante, é responsabilidade da Secretaria da Habitação.

Mesmo sem citar o escândalo recente de suposta aprovação de obras sem critérios técnicos, atribuída ao ex-diretor do Aprov, setor da prefeitura responsável pela aprovação de empreendimentos de médio e grande portes, Hussein Aref Saab, Soninha defendeu mudança nas regras para esse segmento. "A regra precisa ser mais clara e a tramitação, mais simples (para evitar escândalos)".

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