Som ruim não deixa ninguém trabalhar no TSE

Depois de gastar R$ 327 milhões na construção de uma moderna e sofisticada sede, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi reprovado no teste da acústica. Responsável por decidir o futuro de políticos, a Corte dedicou parte de sua sessão de julgamentos da terça-feira a discutir a acústica do prédio. Projetado por Oscar Niemeyer, o edifício, inaugurado em dezembro, tem 115.578 metros quadrados.

MARIÂNGELA GALLUCCI , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2012 | 03h03

Ministros diziam não entender o voto de seus colegas. Marco Aurélio Mello chegou a pedir vista de dois processos, alegando não compreender o que sustentava o relator. "Não vejo como tocar as sessões dessa forma", disse o ministro. Ele chegou a sugerir que o plenário do TSE se instalasse provisoriamente em outra sala ou até no Supremo Tribunal Federal (STF). Chegou a dizer que daqui a pouco teria de consultar um otorrinolaringologista por não estar ouvindo nada. Admitiu ainda ter saudades do prédio antigo do TSE. Lewandowski discordou.

Outro ministro, Marcelo Ribeiro, alegou dificuldades para votar por causa da ressonância na sala. Segundo o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, o consórcio responsável pela obra ficou de fazer alguns reparos ainda este mês, sem novos custos.

De acordo com o TSE, há um problema de reverberação de som no plenário, devido ao seu formato de cúpula. O problema não está nos equipamentos, mas na configuração do ambiente.

O consórcio Via-OAS concluiu, durante a construção, que duas medidas bastariam para conter a reverberação: colocar três placas de gesso no teto e aumentar a área do carpete, instalado no chão e nas paredes. No entanto, as medidas não se mostraram suficientes.

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