Solange Amaral diz que é possível fazer mais moradias populares

Candidata do DEM à Prefeitura do Rio argumentou que pretende usar incentivos tributários e terrenos

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

27 de agosto de 2008 | 13h32

A deputada federal Solange Amaral, do DEM, afirmou nesta quarta-feira, 27, durante sabatina promovida pelo Grupo Estado, que "é absolutamente possível fazer até mais de cem mil casas populares". A candidata à Prefeitura do Rio de Janeiro argumentou que pretende usar incentivos tributários e terrenos para isso. "Recurso não é só dinheiro em caixa", comentou. Ela apontou como dificuldade a falta de interlocução com o governo federal. "Não há interlocutor. O interlocutor é um banco", disse, referindo-se à Caixa Econômica Federal. O vídeo do debate pode ser visto  na TV Estadão (clique aqui).  Veja também:Especial: Perfil de Solange Amaral  Se eleita, meu primeiro ato será procurar Lula, diz Solange'Não chamei Lula de chefe de quadrilha', ironiza Solange AmaralSolange Amaral defende bilhete único no Rio e alfineta CabralSolange Amaral quer maior integração entre esferas na saúdeAs regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro   Solange comentou que o Brasil é um "país curioso", onde se compra automóveis com preços de R$ 40 mil ou R$ 50 mil "com pouquíssima exigência, mas não se compra casa própria". Ela, que foi secretária municipal de Habitação, informou que na atual gestão do prefeito Cesar Maia, seu padrinho político, foram construídas 18 mil moradias populares. Segundo a candidata, se eleita, ela quer "cuidar das pessoas". Ela defendeu também grandes obras feitas na administração Cesar Maia, como a Cidade da Música e o complexo para os Jogos Pan-americanos de 2007. "O legado do Pan é o Rio finalista para as Olimpíadas de 2016", afirmou. Sobre a Cidade da Música, obra criticada por todos os demais candidatos, disse que a construção do Teatro Municipal, no início do século passado, também foi muito atacada. "A Cidade da Música é um equipamento de altíssima qualificação, feito por um dos cinco mais importantes arquitetos do mundo e vai trazer oferta de cultura qualificada que não existe no hemisfério sul", disse. Ainda referindo-se a Cesar Maia, disse que vai governar "também de laptop". Comparou que "tem gente" que pretende governar "com a foice e o martelo, instrumentos tão superados".Solange defendeu ainda outro ponto bastante atacado do governo Cesar Maia, que é a aprovação automática na rede de escolas, com avaliações só em fins de ciclo. "Não defendo a pedagogia da repetência. Defendo os princípios do professor Darcy Ribeiro, do professor Anísio Teixeira", disse. Ela comentou que 33 mil alunos foram retidos em fim de ciclo no ano passado entre os 750 mil da rede municipal. E defendeu outras medidas como a diminuição do número de alunos por turma.  Outras sabatinas O evento faz parte da série promovida pelo Grupo Estado com candidatos a prefeito no Rio e em São Paulo, com transmissão ao vivo pela TV Estadão. Marcelo Crivella (PRB), Alessandro Molon (PT),  Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV) já participaram da sabatina. Na quinta e sexta-feira, participarão Chico Alencar (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B).  Em São Paulo, de 1º a 5 de setembro, serão sabatinados, no auditório do Grupo Estado, Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS). O evento acaba dia 8, com Ivan Valente (PSOL). O horário é o mesmo do Rio, das 11 às 13 horas. Informações e inscrições no http://www.estadao.com.br/sabatinas/home.htm 

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