Sobra cocar, falta voto: 11 caciques partidários que não se elegeram

Sobra cocar, falta voto: 11 caciques partidários que não se elegeram

Dos 18 presidentes de partidos que saíram candidatos em 2014, 11 não agradaram os eleitores

Iuri Pitta, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 07h56

Eles são os mais votados em seus próprios domínios, mas não conseguiram a mesma popularidade nas urnas. Dos 18 presidentes de partidos que saíram candidatos em 2014, 11 não conseguiram agradar eleitores suficientes para obter um mandato eletivo. Apenas 4 políticos que comandam legendas foram bem sucedidos no domingo e se elegeram deputados federais. Dois - Aécio Neves, pelo PSDB, e Michel Temer, do PMDB - ainda estão na disputa presidencial. Os demais 15 não concorreram a nenhum cargo eletivo. 

Veja quais são os presidentes de partido que, na hora do voto, acabaram ficando pelo caminho.

Adilson Barroso

O presidente do recém-criado PEN tentou se eleger deputado federal por São Paulo como candidato verde, ou melhor, defensor da ecologia. Com 35.238 votos, Barroso foi o 126º colocado na disputa. 

Carlos Lupi

O ex-ministro do Trabalho faxinado em 2011 também foi deixado de lado pelos eleitores do Rio. Candidato ao Senado pelo PDT, Lupi recebeu 228.086 votos e ficou em 5º lugar, logo atrás do Diplomata Sebastião Neves (PRB).

Eurípedes Júnior

O ex-vereador de Planaltina, cidade-satélite de Brasília, tentou chegar ao Congresso Nacional como deputado por Goiás. Apesar do apoio de 72.781 eleitores, Eurípedes ficou pelo caminho. 

Gilberto Kassab

O ex-prefeito cogitou ser candidato a governador, a vice ao lado de Geraldo Alckmin, mas disputou o Senado. Recebeu 1.128.582 votos, um quinto do eleitorado de Eduardo Suplicy e dez vezes menos que José Serra.


Levy Fidelix

O candidato do PRTB, que na TV Record disse fazer parte da "maioria", foi seguido por 446.878 brasileiros. Fidelix ficou em 7º lugar, atrás de todos os seus rivais nos debates televisivos.


José Luiz Penna

O deputado por São Paulo quis renovar o mandato, mas foi derrubado pelos próprios correligionários. O PV conseguiu 3 cadeiras, mesmo com os memes de Eduardo Jorge. Faltaram 2 vagas para Penna e seus 52.437 votos. 

Zé Maria

Zé Maria foi candidato à Presidência pela terceira vez, mas neste ano não usou o slogan "contra burguês". Preferiu pedir aos eleitores que "fortalecessem sua luta". Foi atendido por 91.209 eleitores. 

José Maria Eymael

Outro candidato que quis reciclar slogans e jingles, e ficou pelo caminho. O democrata-cristão obteve 61.250 votos de eleitores que ainda sabem cantar o Ey-Ey-Eymael e digitar o número do PSDC.


Luciano Bivar

Bivar é mais conhecido como o presidente do Sport que disse ter pago para Leomar ser convocado para a seleção brasileira. Com 24.840 votos, ficou como primeiro reserva, ou melhor, primeiro suplente da coligação.


Roberto Freire

O deputado nascido no Recife obteve apoio de 62.823 eleitores paulistas, mas não foi o suficiente. Para voltar à Câmara, depende da licença ou renúncia de pelo menos quatro eleitos por PPS, DEM ou PSDB.

Rui Costa Pimenta

Os 12.324 votos de Pimenta só o elegeriam deputado federal por Amapá ou Roraima, desde que todos os eleitores vivessem em um desses Estados, claro. No primeiro, Pimenta conseguiu 21 eleitores e no segundo, 48.

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