Sob protesto, Lupi volta à presidência do PDT

Posse foi marcada por manifestação de correligionários que pedem a substituição imediata do ex-ministro

LUCIANA NUNES LEAL / RIO, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2012 | 03h05

Cerca de um mês depois de deixar o governo, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi reassumiu ontem a presidência nacional do PDT, da qual estava licenciado, sob protestos do Movimento de Resistência Leonel Brizola. Lupi deixou o ministério depois de uma série de denúncias de fraudes em convênios com ONGs e da revelação de que foi funcionário fantasma da Câmara e da Câmara de Vereadores do Rio.

"Dilma, eu te amo: Cadê minha boquinha?", dizia um dos cartazes de protesto, em referência a uma declaração feita por Lupi quando ainda tentava se manter na pasta. Houve princípio de tumulto entre os manifestantes e aliados do ex-ministro.

O ex-deputado Vivaldo Barbosa informou que o grupo levará à próxima reunião do diretório nacional, em 30 de janeiro, a proposta de substituição imediata de Lupi e convocação de nova eleição. "Lupi não pode voltar à presidência do partido porque é uma figura política enxovalhada nacionalmente", protestou.

O mandato de Lupi no comando do PDT vai até março de 2013. "Nem Cristo conseguiu unanimidade. Quem está insatisfeito deve organizar uma chapa, disputar as próximas eleições do partido e ganhar", reagiu Lupi. O ex-ministro disse ter sido injustiçado, mas que não guarda mágoas. "Não há um inquérito sequer aberto contra mim. Fiz minha retirada estratégica e agora o tempo vai dizer quem tinha razão."

O ex-ministro vai percorrer o País organizando a sigla para as eleições. Segundo Lupi, o PDT vai concorrer à prefeitura em pelo menos 15 capitais. Ele negou a intenção de disputar uma vaga de vereador no Rio.

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