Wilton Junior|Estadão
Wilton Junior|Estadão

'Só vi isso em área de milícia', diz Freixo sobre inquérito de Crivella

Segundo a revista 'Veja', caso em que candidato do PRB invadiu casa de morador foi retirado dos arquivos da polícia; senador nega prisão

Clarissa Thomé e Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2016 | 17h26

Adversário de Marcelo Crivella na corrida pela prefeitura do Rio, Marcelo Freixo (PSOL) acredita que o senador precisa esclarecer o caso revelado esta semana pela revista Veja. Para Freixo, o ponto mais grave é a denúncia de que o candidato do PRB teria praticado um “ato de violência”.

“O Crivella está se revelando uma pessoa violenta. Ele foi violento na forma de tratar uma religiões diferentes da dele. Foi violento no trato com as mulheres, violento nessa rede de boatos contra mim. E agora com essa revelação de ter entrado na casa de uma moradora pobre com gente armada. Só vi isso em área de milícia. É preciso saber quem é o Crivella por trás da fala mansa”, afirmou Freixo.

A reportagem publicada nesta sexta-feira (21) conta que Crivella foi fichado na 9ª Delegacia de Polícia por invasão de domicílio, em janeiro de 1990. O então pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, da qual hoje é bispo licenciado, teria tentado expulsar um homem de um terreno da Universal. No inquérito, ele é acusado pelo morador do terreno, Nilton Linhares, de ter chegado ao local com seguranças armados com revólveres, arrombado o portão com o pé de cabra e ameaçado sua mulher e filhas.

“Um homem público não pode ter nada escondido, tem que esclarecer. Acho que o mais grave é que se trata de um ato de violência, você expulsar uma família, entrar na casa de alguém”, disse Freixo durante agenda de campanha em Bangu, na zona oeste do Rio. O candidato do PSOL frisou estar surpreso e que ainda precisava ler a íntegra da reportagem.

Freixo afirmou que não pretende usar o episódio contra o adversário na reta final da campanha.

Vice. Mais cedo, a candidata a vice-prefeita do Rio na chapa de Freixo, Luciana Boiteux (PSOL), manifestou solidariedade ao adversário. Em um post publicado no Facebook, Luciana disse que "até o Crivella tem direito a um advogado e que não pode ser considerado culpado antes de sentença penal condenatória transitada em julgado". "Por isso não irei reproduzir a capa da Veja", declarou. 

Em vídeo divulgado neste sábado em sua rede social, Crivella negou ter sido preso na época. Assista:

 

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