'Só isso não resolve', afirma Campos sobre estímulo ao consumo

Governador de PE diz que economia enfrenta também problemas de 'questões internas'; ele citou exemplo de FHC na eleição de 2002

Angela Lacerda - O Estado de S.Paulo

13 Junho 2013 | 02h10

Recife - O governador de Pernambuco e provável candidato do PSB à Presidência em 2014, Eduardo Campos, disse ontem que a política do governo federal de estímulo ao consumo - com a abertura de novas linhas de crédito para compra de eletrodomésticos - "ajuda mais que atrapalha", mas ainda é insuficiente. "Só isso não resolve."

Recorrendo ao seu mote, Campos afirmou que os economistas que estão no Ministério da Fazenda "sabem que é preciso mais". "É preciso alavancar a formação bruta do capital, alavancar investimentos públicos e privados, intensificar exportações para isso melhorar a produtividade, investir em inovação", disse. "O que acontece é que as políticas na direção do consumo terminam sendo mais rápidas, saem do papel com maior rapidez, quando o investimento, que é o que mais precisamos neste momento, é mais complicado."

'Questões internas'. Numa crítica velada ao governo federal, ele disse que "a economia vive circunstâncias próprias de uma crise internacional, mas de questões internas também". Observou que muitas medidas foram tomadas, mas não surtiram o efeito esperado e todos agora devem ajudar.

FHC. Campos citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como protagonista de "um bom momento da história do País" a ser seguido, ao comentar que "o viés eleitoral acelerado que se vive hoje atrapalha inclusive a juntar forças".

"Vi durante a campanha de 2002 o presidente Fernando Henrique chamar ao palácio todos os candidatos a presidente da República para discutir a questão do Brasil naquela hora, quando havia uma crise cambial batendo às portas, havia necessidade do Fundo Monetário Internacional (FMI)."

Questionado sobre a declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para quem seria natural a oposição torcer por "uma quedinha" na popularidade da presidente Dilma, Campos declarou: "É importante que a gente aprenda com estes bons momentos da história onde as pessoas podem deixar as ambições de lado e pensar no futuro do País".

Ele defendeu "uma posição responsável" de governistas e oposicionistas para ajudar a animar a economia . "Quem pensa em ganhar eleição, tem de ganhar pelos méritos e não pelos deméritos de alguém."

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