Nelson Jr./ASCOM/TSE
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'Skaf trata o Sistema S como se fosse dele', critica Haddad

Vice na chapa do PT defende 'enquadrar' escolas ligadas à Fiesp em uma eventual gestão petista

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2018 | 12h57

O vice na chapa do PT à Presidência nas eleições 2018, Fernando Haddad, fez críticas ao presidente da Fiesp e candidato do MDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, e afirmou que o Sistema S será enquadrado pelo governo em uma eventual gestão petista no Planalto. O sistema é gerido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), da qual Skaf é presidente licenciado. 

"O Skaf trata o Sistema S como se fosse dele. A gente não sabe se ele é candidato permanente ao governo do Estado ou se é presidente", disse, durante evento promovido pelo Todos Pela Educação, em São Paulo, nesta quinta-feira."Queremos enquadrar o Sistema S. Eles têm de mudar a governança, aumentar transparência, sobretudo com o ensino médio e a juventude."

De acordo com Haddad, o Sistema S tem papel central na construção de um ensino médio de melhor qualidade, mas tem sido usado de forma errada. "O sistema S se apropria de dinheiro público e trata como privado. A contar que eles não reconhecem a característica pública", argumentou. "Precisamos de mais compromisso do Sistema S com o ensino médio. Vamos exigir isso por lei".

Na ocasião, Haddad também criticou a reforma do Ensino Médio, feita por medida provisória pelo governo do presidente Michel Temer. "Não acontece por decreto - a MP foi quase um decreto - uma reforma no ensino. O ensino médio continua o mesmo desde a edição dessa medida provisória. Pergunte nas escolas". Apesar da crítica, Haddad não cravou se irá revogar a MP, apenas se limitou a dizer que pretende usar o Plano Nacional de Educação. "Lá tem toda uma estratégia de reforma que não foi considerada", afirmou

Ainda no ensino médio, Haddad disse está convencido de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - cabeça da chapa, mas preso na Operação Lava Jato - fará uma convocação aos governadores para apoiar a área num âmbito estadual. Esse apoio, segundo Haddad, se daria além dos atuais Institutos Federais.

Questionado sobre um eventual nome para a pasta da Educação, Haddad desconversou. Afirmou, entretanto, que Lula vai "puxar pra a mesa dele, de presidente, temas relativos à educação. Ele não vai ter só um ministro prestigiado na Pasta", disse.

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