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Skaf se esquiva de apoio a Dilma em reduto do PT

Em visita ao ABC, candidato do PMDB chama Alckmin de 'mentiroso' por afirmar que ele cobraria mensalidade em escolas técnicas

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Estadão Conteúdo

24 de setembro de 2014 | 17h37

Candidato do PMDB ao governo estadual, Paulo Skaf se esquivou de manifestar apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, durante campanha na região do ABCD, reduto histórico do PT, nesta quarta-feira, 24. Instado pela reportagem do CQC, da rede Bandeirantes, a dizer se apoiava Dilma, o peemedebista não cedeu e disse que estava focado em sua eleição em São Paulo. Adversários no Estado, PMDB e PT são aliados no plano nacional.

A equipe do CQC abordou Skaf no centro comercial de Santo André e o candidato respondeu com bom humor às provocações do repórter. Ao ser indagado sobre uma suposta contradição em pregar o novo em São Paulo e apoiar a continuidade em Brasília, ele respondeu: "Sou candidato no Estado de São Paulo." O repórter pediu que declarasse apoio a Dilma e Skaf repetiu: "Minha eleição é em São Paulo." Em seguida chamou o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, de mentiroso por este ter declarado, supostamente, que o peemedebista cobraria mensalidade em escolas técnicas estaduais. À reportagem, Skaf não respondeu sobre o apoio a Dilma.

O candidato do PMDB fez campanha relâmpago em quatro cidades da região que é berço do PT. O peemedebista visitou veículos de comunicação, instituições e fez caminhadas também em Diadema, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Durante a maratona de quase nove horas, aproveitou todas as oportunidades para criticar a gestão de Alckmin, seu principal adversário que, segundo as pesquisas, pode vencer no primeiro turno. Como na Escola Estadual Deputado Gregório Bezerra, em Diadema, que considerou precária. "Volta e meio não tem aulas porque os professores faltam e há um depósito de lixo aqui ao lado." Em contrapartida, elogiou o Centro Municipal de Integração e Saúde da Terceira Idade em São Caetano do Sul, cidade administrada pelo PMDB.

No corpo a corpo pela região, Skaf teve reforço do vice-prefeito de São Bernardo, Frank Aguiar, candidato a deputado federal, e do estadual Jooji Hato, que busca a reeleição. Durante a caminhada em Diadema, um morador jogou água da janela de um prédio sobre a comitiva, protestando contra o barulho do carro de som. Mãe de um detento, Vera Lúcia Ferreira da Silva pediu melhoria no sistema prisional "superlotado" e ouviu a promessa de que, se eleito, Skaf investirá em unidade de ressocialização.

Na rápida passagem por São Bernardo, o candidato caminhou pela rua Marechal Deodoro, no centro comercial, e pediu voto a lojistas. Em entrevista no estúdio da Rádio ABC, em Santo André, o peemedebista defendeu a reeleição e lembrou ter sido reeleito na presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). "Ser reeleito é o melhor julgamento que um homem público pode ter." Ao comentar o desempenho na pesquisa do Ibope, disse que é preciso aguardar a eleição e não vai mudar a campanha. "Não há necessidade de fazer nada extraordinário. Vamos continuar andando pelo Estado."

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