Skaf responde a assédio tucano sobre PMDB

Respaldado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB), provável candidato ao governo estadual, respondeu à tentativa do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de atrair prefeitos e deputados peemedebistas para sua campanha pela reeleição em 2014.

PEDRO VENCESLAU, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2013 | 02h04

A resposta de Skaf foi outro jantar, em sua casa, onde ele recebeu deputados do PMDB, na última terça. Ficou também definido nesse encontro que Skaf ocupará 16 dos 20 anúncios de 30 segundos do partido que começam a ser exibidos dia 20.

No último dia 4, Alckmin recebeu 40 dos 86 prefeitos do PMDB de São Paulo em um café da manhã no Bandeirantes e anunciou a liberação de recursos para as cidades governadas pela legenda. Organizado pelo deputado Baleia Rossi, presidente do PMDB paulista, o evento irritou a cúpula da legenda.

No primeiro encontro com Alckmin, os parlamentares afirmaram que a liberação de recursos via emenda é praxe, mas reconheceram que o formato e o local escolhidos pelo governador foram equivocados. O PT vai denunciar o governador por propaganda eleitoral antecipada em função do evento. Um outro café da manhã do governador com os demais 46 prefeitos do PMDB ocorreria na semana que vem, mas foi cancelado.

Com a reação de Skaf, Baleia Rossi endureceu o discurso contra os prefeitos "infiéis". "Quem não aprovar nosso candidato pode sair do partido."

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