Skaf faz 'nota de esclarecimento' a Alckmin e diz que Sesi 'não é escola pública'

Skaf faz 'nota de esclarecimento' a Alckmin e diz que Sesi 'não é escola pública'

Candidato do PMDB rebate no rádio ataques da campanha tucana sobre mensalidades no Sesi e nega que vá cobrar por ensino no Estado

Lilian Venturini, O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2014 | 11h07

São Paulo - O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, afirmou nesta sexta-feira, 19, que o Sesi "não é escola pública", mas "da indústria" para justificar a cobrança de mensalidade de alunos da rede de ensino mantida pela entidade. O pagamento de taxas tem sido o principal foco dos ataques das campanhas adversárias, em especial a do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Para rebater, o horário eleitoral de Skaf no rádio fez uma "nota de esclarecimento" dedicada ao tucano.

"O Sesi não é escola pública. É escola da indústria. A maior rede privada do País", disse o candidato. Antes dele, um locutor leu a nota com críticas à gestão da educação no Estado. "É sua obrigação, governador, dar escola de qualidade a nossas crianças e jovens. A educação no seu governo é a pior em muitos anos."

O Sesi é ligado à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), da qual o peemedebista foi presidente entre 2004 a maio deste ano. O ensino oferecido pelo Sesi está entre as principais bandeiras de Skaf nesta campanha. A cobrança de mensalidades foi instituída em 2006.

O pagamento foi apelidado de "taxa Skaf" na propaganda tucana, que insinua que o candidato pode passar a cobrar mensalidades de unidades de ensino mantidas pelo governo. "Se Skaf já cobra uma taxa no Sesi, que era gratuito, então ele pode cobrar na Etec e na Fatec, né?", disse uma locutora no horário eleitoral de Alckmin no rádio, nesta manhã.

De acordo com uma tabela de 2014 publicada no site do Sesi, o valor anual cobrado pode variar de R$ 490 a R$ 5,2 mil. A taxa muda conforme a modalidade de ensino e o vínculo de alunos com funcionários de entidades ligadas à Fiesp. Estudantes com renda familiar por pessoa igual ou inferior a R$ 622 podem pedir isenção do pagamento, segundo a entidade.

Na resposta veiculada nesta sexta, a propaganda de Skaf colocou relatos de pais de alunos do Sesi. Ambos diziam que já pagaram mensalidade, mas passaram a ser isentos e que voltariam a pagar se fosse preciso. O candidato não mencionou valores cobrados e disse que implantaria a qualidade de ensino oferecida pela entidade nas escolas públicas. "E claro que não serão cobradas", complementou.

Alckmin e Padilha. Além de repetir os ataques a Skaf, a propaganda tucana também usou o horário eleitoral para se defender de críticas feitas por Skaf e pelo candidato Alexandre Padilha (PT) a programas de segurança pública do governo. Os locutores do programa atribuíram os ataques ao "desespero" dos adversários. "Ele (Alckmin) está em primeiro lugar nas pesquisas. O Skaf e o Padilha estão desesperados, essa é que é a verdade."

Já Alexandre Padilha repetiu abordagens de programas passados. O candidato afirmou que Alckmin copia propostas petistas e usa "maquiagens" nos programas eleitorais para mostrar ações do governo.

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