Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Skaf cobra apoio de Temer por candidatura ao governo de São Paulo

Presidente da Fiesp (MDB) não gostou de saber que poderia ser excluído da disputa ao Palácio dos Bandeirantes em possível acordo com PSDB

Pedro Venceslau, Tânia Monteiro, Renan Truffi e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2018 | 22h11

BRASÍLIA E SÃO PAULO - Pré-candidato do MDB ao governo paulista, o presidente da Federação da Indústria de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, se reuniu nesta quinta-feira, 26, com o presidente Michel Temer (MDB) e cobrou dele apoio a sua candidatura. Skaf não gostou de saber que poderia ser excluído da disputa, caso prospere um acordo para reunificar o centro político.

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Por essa proposta, seria negociada a composição de uma chapa à Presidência encabeçada pelo pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, tendo como candidato a vice-presidente o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB). Ainda por esse acerto, Skaf poderia ser deslocado para disputar uma vaga no Senado.

“Segundo o presidente, para haver um entendimento do MDB com o PSDB no âmbito nacional, a contrapartida será São Paulo. A hipótese de o MDB apoiar o PSDB para presidente e também para governador não existe”, disse Skaf ao Estado.

Também participaram do encontro o senador Romero Jucá (RR), presidente do MDB, e o deputado federal Baleia Rossi (SP), líder da legenda na Câmara. Eles deram garantias a Skaf de que a pré-candidatura do empresário não será usada como moeda de troca em um eventual acordo com Alckmin.

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O mal-estar causado pela existência da proposta levou Temer a se posicionar publicamente, no início da tarde, em favor do candidato do seu partido, saindo em defesa de Skaf, ao dizer que é um nome com chances na disputa pelo governo de São Paulo.

“Ele é um candidato forte, está com bons dados na pesquisa”, declarou Temer, após cerimônia no Planalto, cerca de duas horas depois de ter se reunido com Skaf e ouvir as queixas. Skaf disse que não quer disputar uma terceira eleição ao governo sem apoio real das lideranças do seu partido.

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A possibilidade de um palanque unificado ganhou força após a mais recente pesquisa Datafolha mostrar Temer estacionado com 1% das intenções de voto. O bom desempenho do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (PSB), que registrou até 10%, também preocuparia tucanos e emedebistas. Eles temem que Barbosa ocupe o espaço do centro.

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