Skaf apela a manifestações para provocar 2º turno

Peemedebista questiona espectador sobre mudanças e chama Alckmin de "governador frio"

O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2014 | 22h55

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, apelou em seu programa na noite desta quarta-feira para as manifestações de junho do ano passado. Tendo como música de fundo uma versão instrumental do hino nacional, o político questionou o espectador:"será que eu cheguei atrasado? Que o sonho acabou?". Colocando-se como um "idealista", Skaf classificou o movimento de 2013 como "inesquecível" e afirmou: "merecemos muito mais".

"Sinto as pessoas como que meio conformadas, resignadas, como se tivessem perdido a esperança e jogado a toalha. Cadê todo aquele povo que clamava nas ruas por justiça e por mudanças? Onde estão? Desistiram das suas lutas, aceitando tudo?", disse o peemedebista. Por meio de um ator, ainda afirmou "Esquecemos das nossas lutas? Não podemos deixar de dar oportunidade a um homem sério, trabalhador, competente, e sobretudo idealista, como Skaf, para dar mais quatro anos para um governador frio, que não vibra, que não luta por nós".

Durante seu tempo, o PMDB ainda relembrou a promessa de mil creches de Alckmin e prometeu, por meio do Pró-Infância do governo federal, construir 2 mil unidades e auxiliar as prefeituras na manutenção. "Nosso governador não ajuda e nossas prefeituras ficam sem poder construir as creches", disse um locutor.

O atual governador foi atacado também por Alexandre Padilha do PT. Repetindo a propaganda da manha desta quarta-feira, o candidato do PT voltou a se defender depois de ser chamado de "pior ministro da saúde da história". "Um homem de verdade não usa mentiras para atacar seus adversários", afirmou o petista, pedindo respeito ao tucano.

Já Alckmin, primeiro colocado nas pesquisas, optou por falar apenas de suas propostas, sem citar os principais adversários. Perto de conseguir a reeleição (segundo o Ibope), o tucano falou sobre o "Vence", programa que junta cursos técnicos com o ensino médio e prometeu ampliar o benefício para todos os alunos do ensino público estadual até 2018.

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