Situação é inaceitável, afirma vice-presidente do PSDB

O vice-presidente do PSDB, Alberto Goldman, escreveu em seu blog ontem que é "inaceitável" a atitude do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), que vai assumir a Secretaria da Micro e Pequena Empresa sem deixar o cargo. "Alguns dizem que, sob o aspecto jurídico, ser ministro e manter o cargo de vice-governador não é incompatível. A meu ver é gritantemente ilegal. Mas, mais que isso, é politicamente inaceitável."

O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2013 | 02h07

Goldman afirmou que ele e Afif sempre fizeram campanhas juntos contra o PT. Agora, diz, ele continuará na oposição e Afif vai fazer parte do governo federal. "Juntos não chegamos lá", escreveu, fazendo referência ao slogan usado por Afif para concorrer à Presidência em 1989.

Para Goldman, os eleitores que votaram na chapa composta por Afif e o tucano Geraldo Alckmin, em 2010, fizeram uma escolha contra "o avassalador domínio petista na área federal".

O discurso mais crítico do vice-presidente do PSDB destoa dos demais tucanos, que têm evitado atacar o Afif. Alckmin chegou a divulgar nota onde parabeniza Dilma por indicar o nome do vice-governador para o ministério.

Perda de mandato. O deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL) protocolou ontem, no Ministério Público, um requerimento pedindo a perda do mandato de Afif. O parlamentar da Assembleia Legislativa paulista argumenta que o vice-governador não pode acumular duas funções. No documento, cita artigos das constituições federal e paulista para sustentar o pedido de perda de mandato de Afif.

Segundo a assessoria do PSOL, ainda não cabe à Assembleia Legislativa instaurar um processo de impeachment contra o vice-governador porque Afif não cometeu um crime de responsabilidade.

Só haverá espaço para uma atitude como essa, disse a assessoria, se o vice deixar de cumprir a sua obrigação daqui para frente. Por isso, a representação foi feita ao Ministério Público, já que está sendo questionada uma determinação constitucional. / ISADORA PERON

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