'Situação de brasiguaios é gravíssima', diz secretário

Apesar da promessa do presidente paraguaio Fernando Lugo de que a lei será cumprida e tudo será feito para evitar um conflito, a situação dos agricultores brasileiros que vivem na região do Alto Paraná, no Paraguai, os chamados "brasiguaios", foi avaliada como "gravíssima" ontem pelo secretário de Assuntos Internacionais de Foz do Iguaçu, Sérgio Machado.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, SOROCABA , O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2012 | 03h04

Segundo ele, ao contrário do que chegou a informar a imprensa daquele país, os "carperos", como se autodenominam os sem-terra paraguaios, continuam ocupando as fazendas invadidas há mais de uma semana em Nacunday, e estão cada vez mais ameaçadores. "Conversei hoje (ontem) com vários produtores e eles disseram que a situação se agravou após o pronunciamento de Lugo."

Na segunda-feira, Lugo prometeu assegurar a ordem e garantiu que os mandados judiciais de reintegração de posse das áreas invadidas seriam cumpridos.

Na sexta-feira, o secretário enviou ofício à ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pedindo uma "intervenção imediata" do Ministério das Relações Exteriores e do Conselho Nacional de Imigração junto ao governo paraguaio para reforçar a proteção aos brasileiros. "Está na hora do governo mostrar sua força diplomática e todo seu peso político para que os brasileiros que moram lá se sintam protegido."

De acordo com o secretário, os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Fernando Collor de Melo (PTB-AL) estão articulando, com vários deputados, a formação de uma comissão para visitar a fronteira e conversar com lideranças dos produtores e autoridades paraguaias em Foz do Iguaçu. A data ainda será definida.

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