SIP faz em outubro, em São Paulo, sua 68ª assembleia

Em um período "muito inquietante", como define o presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Milton Coleman, o Brasil volta a ser sede, entre 12 e 16 de outubro, de uma Assembleia Geral da entidade, a 68ª de sua história. Cerca de 600 pessoas de 34 países, entre jornalistas e empresários de comunicação, vão se reunir no Hotel Renaissance, na área central da capital, para discutir temas como ética, liberdade de expressão, discriminação na concessão de publicidade oficial, direitos autorais em tempos digitais e modelos sustentáveis de jornalismo.

O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2012 | 03h02

Entre os convidados ilustres, a presidente Dilma Rousseff, confirmada para a abertura; o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; o CEO do New York Times, Arthur Sulzberger Jr., e o presidente do diário espanhol El País, Juan Luis Cebrián. Ao longo dos quatro dias, o Comitê de Liberdade de Imprensa da SIP passará a limpo, país por país, a situação da liberdade de imprensa no continente. O comitê anfitrião do encontro - o quinto a se realizar no Brasil - é capitaneado pelo Grupo Estado e conta com os jornais A Tribuna, Correio Popular, Folha de S. Paulo, Gazeta do Povo, O Globo, O Popular, Zero Hora, pelos Diários Associados e pela Editora Abril. Como adverte o presidente Coleman, "mais de 30 jornalistas do continente foram mortos desde o início de 2011, 8 deles no Brasil". Segundo ele, "governos que não existiriam se não fosse pela democracia estão criando leis que a tornam inviável" - referência a países como Venezuela, Equador e Argentina.

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