Sigilo marca primeira reunião da Comissão da Verdade da Câmara

Encontro foi feito a portas fechadas ouviu dois ex-militares e um camponês; deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), do Exército, acusou membros de manipular dados

João Domingos, de O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2012 | 03h06

BRASÍLIA - A primeira reunião da Comissão da Verdade da Câmara foi cercada de polêmica e sigilo. Realizada a portas fechadas, sem acesso de meios de comunicação, a reunião marcou o depoimento de três testemunhas. E registrou gritos do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), capitão da reserva do Exército, contrário à comissão: "Tendenciosos. Vocês estão fazendo é a Comissão da Mentira", disse ele, que quase trocou tapas com o colega Arnaldo Jordy (PPS-PA).

A Comissão da Verdade da Câmara é ligada à Comissão dos Direitos Humanos e se propõe a ser no Legislativo a linha auxiliar da Comissão da Verdade do Executivo Federal, que ainda não foi escolhida pela presidente Dilma Rousseff, apesar de a sanção da lei que a criou ter ocorrido em novembro. Com a demora na escolha dos sete integrantes da Comissão da Verdade, a Câmara instalou a dela.

A reunião ouviu os ex-militares Raimundo Melo e José Antonio Perez e o camponês Lauro dos Santos. Bolsonaro acusou a comissão de manipular dados das testemunhas. Para Jordy, o depoimento secreto foi necessário porque a comissão precisava saber antes o que os convidados iriam dizer.

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