SERVIDORA GRAMPEADA 'DEU UMA GERAL' NO CORPO

A Polícia Federal não terá dificuldades de rastrear o produto adquirido com a propina da máfia dos caça-níqueis no caso da servidora Sônia Regina, da Prefeitura de Luziânia (GO). Interceptação telefônica revela que ela usou o dinheiro para uma "geral" no corpo, com "lipos" e "retoques no peito".

O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2012 | 03h08

No dia 19 de junho de 2011, a PF captou um diálogo entre Sônia, uma faz-tudo do esquema na prefeitura, com uma mulher não identificada. Na conversa, a integrante do esquema diz que seria internada para fazer "várias cirurgias plásticas juntas". "Será lipo", "retocar o peito", diz ela. Amiga de Sônia, a interlocutora dispara: "O que você está fazendo para ter tanto dinheiro?"

No relatório da PF, Sônia é citada em trecho emblemático: "A máfia dos caça-níqueis pagou propina para funcionários e engordou o patrimônio de empresários da jogatina e de uma pessoa de nome Regina, que pelas ligações trabalha em Luziânia em órgãos ligado à segurança pública ou que pelo menos tem um contato com servidores dessa área".

As investigações mostraram que Sônia "constantemente trocava informações sobre questões relacionadas à atividade criminosa e à escolha de servidores para o comando dos cargos policiais na região". As transcrições revelam que ela operava no sistema para vetar ou fazer fluir informações oficiais sobre segurança para o grupo de Cachoeira.

Em nota, o Sindicato dos Policiais de Goiás negou que Sônia seja integrante da carreira - ela tem um cargo comissionado na prefeitura.

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