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Serra usa o mensalão por falta de proposta, diz candidato do PT

Fernando Haddad desafiou o candidato tucano a defender o legado do atual prefeito Gilberto Kassab na TV

BRUNO LUPION, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2012 | 03h07

O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou ontem que seu adversário José Serra (PSDB) está usando o julgamento do mensalão na campanha porque não tem projetos para a cidade e o desafiou a defender na eleição o legado do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que apoia o tucano.

"Uma administração que tem 20% de aprovação e 80% de reprovação tem de partir para esse tipo de expediente, para assustar as pessoas", afirmou. Anteontem, pela primeira vez, Serra mencionou o caso de suposta compra de apoio no Congresso Nacional, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os réus, estão estrelas do PT, como os ex-presidentes do partido José Dirceu e José Genoino, além do ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, já condenado.

Em entrevista após carreata em Parelheiros ao lado da ex-prefeita Marta Suplicy, Haddad, que foi ministro da Educação no governo Lula, se desvinculou do escândalo e defendeu o ex-presidente, sob cuja administração teria ocorrido o mensalão. Também criticou o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, sem mencioná-lo diretamente. "Fiquei (durante o período no MEC) administrando um orçamento que é o dobro do de São Paulo sem nenhuma insinuação de condutas irregulares da minha parte", afirmou. "Lula foi o primeiro presidente a dar total apoio para que as instituições funcionassem. Não varreu as denúncias para debaixo do tapete, como seu antecessor fez. Lula agiu como estadista."

Pastores e Russomanno. O petista criticou a iniciativa de pastores da Assembleia de Deus Ministério em Santo Amaro, que anteontem pediram, em culto, que seus fiéis votem no candidato a prefeito do PRB, Celso Russomanno, presente durante o encontro. A prática é proibida pela legislação eleitoral, Reportagem do Estado antecipara na véspera que os pastores da Assembleia têm metas de votos a obter.

"Temos uma legislação e não podemos jogar fora uma conquista da democracia, o Estado laico. A prefeitura, o Estado e o governo federal têm de garantir a liberdade religiosa e as condições para quem quiser manifestar sua crença, isso é constitucional. Mas é inconstitucional o uso do espaço público para partidarização. Temos de impedir qualquer tipo de perseguição religiosa, mas a mesma Constituição que estabelece isso proíbe a utilização oportunista de templos e espaços públicos para a partidarização", disse.

Haddad também lembrou, sem menção explícita, o caso do ex-diretor setor de aprovação de prédios da prefeitura, Hussain Aref Saab, afastado sob suspeita de enriquecimento ilícito e que o PT diz ter sido nomeado na gestão de Serra no município.

"Temos na prefeitura servidores que enriqueceram muito acima da média e são investigados. Daqui a pouco ele vai para a lista da Forbes', e ninguém fez nada para descobrir", ironizou.

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