Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Serra usa de 'má-fé' para confundir eleitor, diz Haddad

Petista rebate ataques do candidato tucano e diz que rival trabalha com a 'desinformação'

Daiene Cardoso, da Agência Estado

15 de outubro de 2012 | 18h25

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, condenou o que chamou de "má-fé" do seu adversário neste segundo turno, José Serra (PSDB), destacando que ele atua de maneira a desinformar e confundir o eleitorado sobre o kit anti-homofobia e o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dizendo-se aberto a debater propostas para a cidade, Haddad disse estar contrariado com a forma como o tucano coloca esses temas para a população. "Ele sempre vai jogar na desinformação, no ataque pessoal. Prefiro fazer uma campanha propositiva", defendeu Haddad, minutos antes do início de agenda de campanha na região da Rua 25 de Março, no centro da capital paulista.

O petista lembrou que o kit anti-homofobia, o chamado kit gay, era proveniente de uma emenda parlamentar cujo projeto foi barrado por ele e pela presidente Dilma Rousseff. Segundo Haddad, Serra desinforma o eleitor ao omitir que tanto ele quanto a presidente Dilma Rousseff não levaram o projeto adiante. Haddad ressaltou, ainda, que o oponente confunde o eleitorado ao não esclarecer que, em sua gestão no Estado, a Secretaria Estadual de Educação tenha produzido um material semelhante. "Assim como ele mentiu sobre a minha conduta e da presidente Dilma frente ao episódio (kit gay), ele mentiu por uma segunda vez. É mentira atrás de mentira, não é razoável fazer o debate com base em mentira", comentou. Na tarde desta segunda-feira, 15, Serra negou qualquer semelhança entre esses materiais, dizendo que o material produzido em sua administração era para os professores poderem lidar com as diferentes situações de preconceito e não era destinado aos alunos.

Ainda nas críticas ao seu oponente, o petista também reclamou da forma como o tucano vem abordando o julgamento do mensalão na campanha. Para Haddad, Serra desinforma os paulistanos ao ligá-lo ao julgamento no STF. "É você querer macular a reputação de uma pessoa em função do que aconteceu com a outra", afirmou Haddad, revelando aos jornalistas de que já havia sido alertado pela presidente Dilma sobre o comportamento do tucano. "A chance que ele tem (de vencer a eleição em São Paulo) é jogar na desinformação. Ele tentou fazer em 2010 com a presidente Dilma Rousseff. Duvido que essa estratégia tenha êxito", disse.

No mesmo dia em que Serra lançará o seu plano de governo, o candidato do PT afirmou que o adversário só está apresentando propostas para a cidade agora devido à pressão da opinião pública. "É até um desrespeito, dois meses depois do nosso (plano de governo ser apresentado) ele lançar o dele", criticou.

A campanha de Haddad havia programado uma caminhada do candidato pela Rua General Carneiro até o Parque Dom Pedro, mas devido ao tumulto o petista seguiu de carro até o ponto onde estava marcado um pequeno comício. Aos militantes e a um público de camelôs e transeuntes, Haddad enfatizou que faltam duas semanas para o segundo turno, mas que esse seria um tempo suficiente para que Serra invista "em confusão e desinformação". O petista insistiu para que a militância não acredite em pesquisas de intenção de voto e que continue trabalhando ativamente até o dia 28 de outubro.

Pouco antes da agenda no centro da capital paulista, Haddad recebeu, no diretório municipal do PT, o candidato derrotado do PPL, Miguel Manso, que ofereceu suas propostas apresentadas durante o primeiro turno para o petista. Haddad contou aos jornalistas que as propostas de Manso são "sofisticadas do ponto de vista técnico", mas que vai analisá-las "com calma".

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