Serra nega utilização de pasta estadual para sua campanha

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, classificou ontem como um ato isolado a iniciativa de uma diretora regional da Secretaria Estadual de Educação de convocar oficialmente dirigentes de escolas públicas para uma reunião de apoio à sua campanha.

O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2012 | 03h02

"Não há uso de máquina pública como política de campanha", disse Serra ao visitar a Bienal do Livro na zona norte da cidade. "O Estado respondeu e tomou as providências a esse respeito. De maneira nenhuma essa foi a orientação da campanha."

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a diretora usou a uma circular oficial e a página da instituição na internet para convocar os dirigentes para a reunião com a presença de Alexandre Schneider, candidato a vice na chapa do tucano. Segundo o governo estadual, a servidora foi afastada.

Também em visita à Bienal, o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, comentou o assunto: "É lamentável e triste, pois quem vai pagar o preço é sempre o funcionário mais simples", disse.

Já Fernando Haddad (PT), que participou de uma plenária, aproveitou para fazer uma alusão com o episódio do vídeo publicado em seu site oficial, que compara Serra ao ditador alemão Adolf Hitler. O coordenador do site da campanha acabou demitido. "Quando eles (tucanos) detectarem um erro como o de hoje, é melhor agir rápido com eu. Isso contribui para um clima favorável na campanha. Se fingir que nada aconteceu, é ruim", afirmou Haddad.

Durante a visita à Bienal, Serra foi levado pelo senador petista Eduardo Suplicy ao estande onde a jornalista Mônica Dallari lançava seu livro. Suplicy presenteou o tucano com um exemplar da obra e tirou fotos com Serra.

Genro. Na esteira das denúncias sobre loteamento do PDT na Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, mais um pedetista ligado ao sindicalista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, deixou a pasta. O chefe de gabinete, Cristiano Vilela de Pinho, genro do candidato do PDT, foi exonerado a pedido, segundo edição do Diário Oficial de ontem.

A pasta é comandada pelo sindicalista Carlos Ortiz, indicado por Paulinho, em um acordo com o Palácio dos Bandeirantes, que passa pela reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2014. / PAULA BONELLI, ALINE BRONZATI

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