Serra leva Alckmin à TV e Haddad rebate críticas

Petista defende proposta do Bilhete Único Mensal, alvo de ataques do PSDB, enquanto tucano destaca parcerias entre Prefeitura e Estado

ISADORA PERON, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2012 | 03h01

Em queda nas pesquisas de intenção de voto, o candidato à Prefeitura pelo PSDB, José Serra, procurou explorar ontem a parceria com o governador Geraldo Alckmin no horário eleitoral na TV. O petista Fernando Haddad usou quase todo o tempo na telinha - mais de 7 minutos - para defender uma de suas bandeiras, o Bilhete Único Mensal, já chamado de "mensaleiro" por tucanos.

Em seu depoimento, Alckmin destacou a importância de Prefeitura e governo estadual trabalharem juntos e somarem "esforços, verbas, ideias e soluções". "É assim que eu e o Serra trabalhamos", disse o governador.

No programa exibido à noite, Serra abordou a transformação de favelas, como Heliópolis, em bairros com moradias e infraestrutura adequadas. "Um trabalho que começou com Serra governador e vai continuar com Geraldo governador e Serra prefeito", ressaltou o narrador da peça.

Além das propostas para a área de habitação, como a de construir 24 mil moradias em 17 regiões da cidade, o programa focou em melhorias na área da educação que teriam sido implementadas após Serra assumir a Prefeitura em 2005, e continuadas pela gestão do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), afilhado político do tucano.

Já a propaganda de Haddad abordou um tema apenas: transporte público. Além de defender a proposta de criar uma versão mensal do Bilhete Único, o petista e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiaram diversas vezes a gestão de Marta Suplicy na Prefeitura (2001-2004). Após se manter afastada da disputa, a senadora anunciou na segunda-feira que vai entrar na campanha do correligionário.

"Os paulistanos ainda lembram o que foi a gestão Marta", afirmou o ex-presidente. Lula disse ainda que a ex-prefeita "teve coragem de lutar sozinha para mudar o sistema (de transporte público na capital)" e que ela "não teve apoio do governo do Estado" na implementação do Bilhete Único. Haddad, por sua vez, afirmou que fará "uma grande inovação" criando o Bilhete Único Mensal e que vai procurar o governo estadual para que o Metrô e a CPTM se integrem ao novo bilhete.

Segundo a campanha, o atual modelo (de três horas) continuará valendo e os passageiros que optarem pelo cartão mensal pagarão aproximadamente R$ 140.

Essa é uma das propostas que têm sido mais atacadas pela equipe tucana. Na semana passada, no rádio, a campanha de Serra chamou o projeto de "bilhete mensaleiro", em alusão ao processo do mensalão, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. Na segunda-feira, o site do candidato postou um vídeo no qual associa a ideia a uma espécie de imposto, que foi chamado de "taxa do ônibus".

Saúde. O programa do candidato Celso Russomanno (PRB) mostrou imagens de paulistanos reclamando do atendimento médico na capital. "Quem está nas ruas sabe que o que falta é médico", concluiu. Ele prometeu aumentar o salário dos médicos para tornar os rendimentos desses profissionais mais próximos aos da rede privada.

A pesquisa Datafolha mostrou ontem que, após uma semana do início da propaganda eleitoral na TV, Russomanno é líder isolado na disputa, com 31% das intenções de voto. Serra caiu cinco pontos porcentuais e está em segundo lugar, com 22%. Haddad subiu seis pontos e ocupa a terceira posição, com 14%. / COLABOROU DAIENE CARDOSO

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