Serra e Haddad preveem gastar até R$ 188 mi

Tucano calcula despesas de R$ 98 milhões na campanha, R$ 8 milhões acima do valor máximo anunciado por petista

O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2012 | 03h03

O tucano José Serra foi o candidato que estabeleceu o maior limite de gastos de campanha na disputa pela Prefeitura de São Paulo: R$ 98 milhões. O PT, de Fernando Haddad, fixou suas despesas máximas em R$ 90 milhões. O PMDB, de Gabriel Chalita, diz que gastará até R$ 70 milhões.

O atual segundo colocado nas pesquisas, Celso Russomanno (PRB), terá orçamento mais modesto: sua previsão de gastos chega aos R$ 30 milhões.

A justificativa para um valor mais baixo é que a própria produtora de Russomanno, a NDC Comunicações, fará os programas eleitorais do candidato. "Por causa disso, o nosso custo de produção vai ser 10% do que terão as outras campanhas", afirmou o candidato do PRB.

Em geral, a maior parte dos gastos das campanhas se dá com a gravação dos programas que vão ao ar no horário gratuito.

Os candidatos Paulinho da Força (PDT) e Soninha Francine (PPS) vão gastar ainda menos. O primeiro planeja despesas de R$ 8 milhões e diz que vai buscar os recursos na iniciativa privada: "Agora nós temos que trabalhar para arrumar esse dinheiro. Acredito que não vou ter muita dificuldade, pois tenho uma relação muito boa com o empresariado". O PPS estipulou um limite de gastos em R$ 3 milhões para a campanha de Soninha.

Os partidos devem enviar até hoje à Justiça Eleitoral o teto de suas despesas - e, portanto, de suas arrecadações - durante a campanha municipal deste ano.

As siglas também definem um limite de gasto durante a campanha para cada candidato a vereador. PSDB e PRB estipularam o teto em R$ 5 milhões; o PT, em R$ 3 milhões. Os vereadores das chapas de Soninha e Paulinho poderão gastar a metade disso: R$ 1,5 milhão.

Nas eleições de 2010, o PSDB, que havia lançado Serra candidato à Presidência, gastou naquela campanha R$ 106 milhões. O PT, da presidente Dilma Rousseff, apresentou despesas que chegaram aos R$ 153 milhões.

Comando. Como o controle das finanças é sempre uma das áreas mais sensíveis de uma eleição, PSDB e PT optaram por dividir a responsabilidade entre os grupos de cada aliança para contemplar os diferentes interesses internos.

O tesoureiro da campanha de Serra será Luís Sobral, que foi indicado pelo PSDB. O presidente do comitê financeiro será Rubens Jordão, aliado do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

No PT, a tesouraria ficou com o vereador Chico Macena, da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB). Antonio Donato, da tendência Novo Rumo, vai presidir o comitê financeiro.

As doações eleitorais somente serão permitidas depois do registro das candidaturas e da consequente obtenção de um CNPJ, com o qual são criadas as contas bancárias de cada campanha. / BRUNO BOGHOSSIAN, DÉBORA ÁLVARES, FELIPE FRAZÃO, ISADORA PERON e JULIA DUAILIBI

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