Serra e Aécio vão à festa. Um cada dia

Encontro da Juventude tucana será em Goiânia

DAIENE CARDOSO , AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2011 | 03h06

De olho na renovação do partido, o PSDB promove na sexta-feira e no sábado, em Goiânia, o primeiro Encontro Nacional da Juventude tucana. E, para garantir a perfeita harmonia entre as lideranças, José Serra será o convidado da abertura, na sexta, e o senador Aécio Neves (MG) falará no encerramento, no dia seguinte.

Tendo no horizonte as batalhas eleitorais pelas prefeituras, em 2012, os tucanos querem dar uma injeção de ânimo em mil jovens líderes convidados. O objetivo é lançar 400 candidaturas jovens no próximo ano. Foram convidados representantes da juventude democrata de Portugal, Estados Unidos e Venezuela. Além de Serra e Aécio, devem aparecer os governadores Simão Jatene (Pará) e Geraldo Alckmin (São Paulo).

O diretório nacional atribui essa fórmula às agendas de Serra e Aécio e à estratégia do partido. Serra deve falar às 20 h da sexta e Aécio, às 18 h do sábado. Coincidência ou não, a solução se segue a um desentendimento - em novembro - entre Serra e Paulo Mathias, o presidente da Juventude Tucana de São Paulo, o ex-governador paulista teria se queixado por não ter sido citado em uma revista produzida para o Parlamento Jovem. De quebra, divulgou-se que a Juventude Tucana iria convidar Aécio para um encontro com a militância paulista. A explicação, agora, é que a rusga está inteiramente superada - tanto que Serra vai participar do evento em Goiânia.

Eleição paulistana. Na Câmara Municipal de São Paulo, onde foi ontem inaugurar a "sala Arthur da Távola", da liderança do PSDB, Serra defendeu uma aliança de seu partido com aliados tradicionais. Ele se referiu ao grupo do prefeito Gilberto Kassab (PSD). "Em São Paulo haverá dois lados na eleição, o nosso lado e o do PT. O Lula disse, antes de ficar doente, que o PT deveria trabalhar, unir os diferentes para enfrentar os antagônicos. Não sou habitualmente seguidor do pensamento do Lula, mas, nesse caso, sim. Temos que ter uma aliança porque essa eleição vai ter dois lados, não vai ter três", disse Serra ao Estado.

O tucano comentou ainda a situação do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que tem sido questionado por sua atividade como consultor entre 2009 e 2010. Segundo o ex-governador, é preciso dar a Pimentel o mesmo tratamento oferecido a Antonio Palocci, que deixou a Casa Civil após suspeitas de tráfico de influência por meio de consultorias enquanto estava fora do governo.

"Não se pode ter dois pesos e duas medidas. O caso do Pimentel é semelhante ao do Palocci. É uma questão de coerência. É como se houvesse ministro de primeira e segunda classe, ministro acima do bem e do mal e outros passíveis de toda sorte de investigação. Para mim, essa história da faxina não passa de mito", concluiu o tucano. / COLABOROU EDUARDO BRESCIANI

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