JB Neto/AE
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Serra culpa plano diretor de Marta por corrupção na aprovação de obras em SP

Tucano afirmou que plano deu 'nó' na cidade e ressaltou que setor privado não tolera a demora

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado,

22 Maio 2012 | 22h55

SÃO PAULO - O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, culpou o plano diretor proposto pela administração da ex-prefeita do PT Marta Suplicy pelo surgimento de figuras como o ex-diretor do Aprov, Hussein Aref Saab. "O plano deixou terrenos que não podiam ser regulamentados. Acabaram dando um nó na cidade tão grande que boa parte do escândalo desse cara vendendo facilidades em grande medida é pelo grau de arbitrariedade e complexidade para construir", disse nesta terça-feira, 22.

Serra afirmou que no setor privado a demora não é tolerada. "No setor privado tempo é dinheiro. Se investiu e não teve retorno o cara quebra." Segundo o tucano, a Prefeitura "pode ser dura, mas tem que ser rápida".  O pré-candidato afirmou que caso eleito irá rever essas estruturas na cidade de São Paulo. "A ideia é que você possa fazer a aprovação da planta ou modificações de maneira informatizada, incluindo até a responsabilidade que vai recair no engenheiro. A Prefeitura já está trabalhando nisso, mas é um sistema muito complexo".

Em encontro realizado na Associação Comercial de São Paulo na distrital Jabaquara, o ex-governador rebateu críticas feitas à redução de investimento na construção e manutenção de metrô no ano de 2011. "Por que caiu? Esse tipo de obras tem ciclos. Chegou a hora de obter licenças ambientais e isso demora. A descontinuidade dessa natureza aconteceu na linha 5 e também no monotrilho que sai de Congonhas."

Questionado sobre a greve dos metroviários a ser iniciada na quarta-feira, 23, Serra afirmou que "o Metrô e a CPTM têm uma coisa em comum: as greves e acidentes se intensificam muito em anos eleitorais".

Serra também mostrou-se crítico com relação a ideia de alguns pré-candidatos que propõe a formação de uma terceira via na campanha para a Prefeitura de São Paulo. Para ele, há apenas "dois lados". "Quem não quiser ficar de um lado, fica do outro", disse.

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