Serra critica políticas petistas no setor elétrico

Candidato ao senado pelo PSDB também aproveita sabatina da CNI aos presidenciáveis para afirmar que PT prejudicou industrias

Elizabeth Lopes, AGÊNCIA ESTADO

30 de julho de 2014 | 19h26

O candidato do PSDB ao Senado, José Serra, aproveitou palestra no Sindicato dos Engenheiros Elétricos do Estado de São Paulo para criticar as políticas relacionadas ao setor elétrico da presidente Dilma Rousseff (PT). O tucano afirmou que metade do setor elétrico está quebrado e duvida que o atual governo consiga consertar seus próprios erros.

"Metade do setor (elétrico) está quebrado e pra consertar tudo isso, o mesmo governo não vai conseguir", disse. O candidato também pegou carona na sabatina que a CNI (Confederação Nacional das Indústrias) promoveu com os presidenciáveis para falar sobre as políticas relacionadas ao setor industrial do PT. Serra disse que o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "um homem que foi operário", prejudicou o setor industrial, com reflexos negativos para a economia do País. E frisou que a era petista, que não tem capacidade executiva, "arrebentou" um dos patrimônios da classe trabalhadora brasileira, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), lembrando que foi quem apresentou a emenda à Constituição que instituiu o que viria a ser o FAT.

Ao falar de sua candidatura ao Senado Federal, José Serra disse que dentre as suas bandeiras, está "a batalha para consertar a questão do FAT" e garantir que genéricos sejam destinados também aos pacientes com câncer. Ele disse que a aprovação para um medicamento genérico entrar no mercado, que era de cerca de cinco meses quando esteve à frente do Ministério da Saúde, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), hoje, na gestão do PT, leva quase 30 meses.

Ele também lamentou que da década de 80 para cá, o ritmo da economia brasileira caiu três vezes. "Estamos há praticamente 34 anos sem encontrar o caminho do desenvolvimento sustentável, com 'salto de galinha', cresce mas cai. E engenharia está ligada a investimentos. Não me formei engenheiro porque virei líder estudantil e deixei o Brasil. No exterior, não deu pra terminar engenharia porque nada contava como crédito. Então acabei mudado pra economia, área que tinha mais atração", afirmou.

Serra lembrou, na palestra, sua participação na gestão do falecido governador de São Paulo Franco Montoro. "Vocês não têm ideia da terra arrasada que encontramos ao assumir o governo de São Paulo, após a administração de Paulo Maluf", criticou.

O tucano falou também que pretende defender a bandeira da segurança, principalmente o combate às drogas e a vigilância nas fronteiras. "Hoje não há campanha educacional contra as drogas", lamentou. E criticou: "Parece que hoje virou coisa de direito civil."

Tudo o que sabemos sobre:
EleiçõesJosé SerraDilma Rousseff

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.