Serra cita mensalão em programa eleitoral

Sem citar diretamente o PT, candidato disse que STF está 'mandando pra cadeia um jeito nefasto, maléfico de fazer política'

Agência Estado

07 de setembro de 2012 | 14h58

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, aproveitou o horário eleitoral gratuito na TV do feriado de 7 de Setembro para citar o caso do julgamento dos réus do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Sem citar diretamente o PT, o candidato provocou: "Não adianta dizer que faz o bem, agindo mal". E continuou: "Eu falo isso porque São Paulo e o Brasil estão vendo o STF julgar o mensalão, mandando pra cadeia um jeito nefasto, maléfico de fazer política".

Antes de entrar no tema polêmico, Serra se apresentou como alguém de origem pobre, mas que desde cedo descobriu os valores do esforço pessoal, do trabalho e do mérito. Para então destacar que trazia "arraigado" em seu caráter o "valor da honestidade". O programa de José Serra ainda fez outras provocações ao PT, ao citar que ele não usa "truques de computador, nem planos mirabolantes", mas que propõe o que é possível e tenta melhorar o que já existe, citando os CEUs e a ampliação do Bilhete Único para trens e metrô. Mas insistiu no tema da ética: "Um país, uma cidade, se faz com projetos, com políticas públicas, obras, mas acima de tudo, se faz com honra, se faz com decência".

O programa de Fernando Haddad (PT) foi uma repetição do exibido na quarta-feira, 5, cujo tema foi a habitação. Com depoimentos de moradores de áreas carentes pontuando a apresentação, o candidato prometeu esforços na regularização de terrenos e na construção de moradias. E também prometeu priorizar a produção de casas no âmbito do programa federal "Minha Casa, Minha Vida", defendido no vídeo pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Líder nas pesquisas de intenção de votos, Celso Russomanno (PRB) usou todo o tempo disponível para comemorar a agradecer a confiança da população. "É possível sim (a vitória), está em nossa mãos", narrou o locutor. Russomanno afirmou que os resultados das pesquisas são "a vitória da campanha limpa", sem ataques ou confrontos.

O candidato do PMDB, Gabriel Chalita, repetiu o programa da última quarta-feira, centrado em educação e em suas propostas para aumentar o número de creches na cidade. Carlos Giannazi, do PSOL, foi representado pro seu vice, Edmilson Costa, que explicou a coligação entre PCB e PSOL e defendeu conselhos populares em todas as áreas da cidade. E ainda resgatou um slogan antigo de campanhas eleitorais: "é a campanha do tostão contra o milhão".

Soninha Francine (PPS) apareceu em imagens feitas numa cooperativa de reciclagem e prometeu zerar os problemas de desperdício de lixo e que irá criar galpões maiores para reciclagem e melhorar o maquinário para os trabalhos. Eymael (PSDC) sugeriu a redução de impostos para evitar a evasão de empresas na capital e Paulinho (PDT) repetiu propostas de descentralização de empregos e eleição direta para subprefeitos.

A candidata Ana Luiza (PSTU) citou o 7 de Setembro para reforçar que o Brasil "não é independente", que a "economia é controlada por multinacionais" e que os bancos ficam com metade dos impostos arrecadados pelo governo. Anaí Caproni (PCO) e Levy Fidelix (PRTB) repetiram inserções antigas.

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