Serra acha 'natural' apoio do Planalto a petista

O ex-governador José Serra (PSDB) avaliou ontem como natural a mobilização do Planalto em torno da pré-candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Após reunião com a bancada estadual do partido, Serra ressaltou que o tempo vai mostrar os meios pelos quais o governo federal irá utilizar para alavancar a candidatura do petista.

GUSTAVO URIBE / AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2012 | 03h07

"É óbvio que o governo federal vai se mexer, isso está dentro do previsto", afirmou. "Agora, a maneira como fazer, isso o tempo vai mostrando", acrescentou. Para ele, "seria surpreendente" se o governo federal não tentasse dificultar a aliança entre PSDB e PSB em São Paulo, onde este partido integra o governo Alckmin. Serra recebeu ontem o apoio de 21 dos 22 deputados estaduais tucanos à sua pré-candidatura.

A presidente Dilma Rousseff anunciou anteontem o nome do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), um dos líderes da bancada evangélica, como o novo ministro da Pesca. Com a indicação, o Planalto estaria tentando blindar Haddad de ataques religiosos e viabilizar uma aliança entre PT e PRB na sucessão paulistana, com eventual desistencia do candidato Celso Russomanno.

O líder do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo, Orlando Morando, que participou da reunião, disse que a indicação de Crivella só irá se confirmar como uma intervenção do governo federal se Russomanno deixar a disputa.

O pré-candidato tucano já projeta a equipe de campanha e avaliou como excelentes nomes o deputado estadual Orlando Morando, o secretário estadual da Cultura, Andrea Matarazzo, e o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas. Os dois últimos abriram mão da pré-candidatura em favor de Serra.

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