Senador mineiro e Marina comemoram números do Ibope

Aécio diz que resultado de pesquisa foi 'ótimo'; para ex-ministra, aceitação da sociedade a suas ideias 'se mantém acesa'

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2013 | 02h07

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a ex-senadora Marina Silva, que participa da criação de um novo partido, chamado Rede, comemoraram ontem o resultado da pesquisa do Ibope.

"A pesquisa é muito positiva, ainda mais quando se sabe do grande nível de exposição diária que a presidente vem tendo nos últimos meses, usando, inclusive, rede nacional de TV. As eleições, e a definição de candidatos, ainda estão distantes, mas considero um ótimo resultado", afirmou Aécio, por meio de nota.

Marina declarou ser "animador" verificar que as ideias que ao longo dos anos vem defendendo "têm recebido acolhimento pela sociedade brasileira". "Diferente dos outros nomes que foram citados na pesquisa, eu não estou ocupando nenhum cargo público e passei um bom tempo sem participar da política partidária. Ainda assim, após mais de dois anos das eleições, essa aceitação da sociedade se mantém acesa, mostrando grande disposição para projetos que sejam de fato transformadores", disse.

O governador de Pernambuco e potencial candidato do PSB, Eduardo Campos, evitou comentar o resultado do levantamento, que o aponta como desconhecido de 54% do eleitorado e lhe dá de 1% a 3% das intenções de voto, dependendo do cenário. "Acredito em pesquisa, sempre trabalhei com pesquisa, mas não comento pesquisa, é um princípio", disse. "Pesquisa é uma ciência e, quando bem feita, ajuda muito a quem trabalha com ela", reiterou. "É importante para a atividade política, mas não é caso de ficar comentando."

Líderes dos partidos que têm presidenciáveis apontaram dois fatores como determinantes para o resultado do levantamento: a exposição da presidente Dilma na mídia e o pequeno conhecimento dos demais candidatos.

Para o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, o resultado da pesquisa - que registrou de 53% a 60% das intenções de voto para Dilma - está contaminado por "inúmeras aparições da presidente na TV, lançando pacote de bondades sociais" e pela falta de conhecimento dos demais pré-candidatos. Aécio e Campos nunca disputaram eleição nacional.

"Evidentemente que a candidatura do PT é forte, mas, da mesma forma, os candidatos da oposição enfrentam o problema do desconhecimento", avaliou. Para ele, as condições gerais para a disputa eleitoral em 2014 serão menos convenientes para o governo. "Nas eleições anteriores, o candidato do PT tinha 70% dos votos no Nordeste. Com Eduardo Campos (na disputa), esse resultado é impensável."

Superexposição. No PSB, a avaliação também é de que a distância das eleições deixa o resultado com pouca consistência. "Os dados revelam que Dilma tem seu governo bem avaliado somado ao fato da superexposição vivida por ela, tanto pelo cargo que ocupa quanto por ter ido recentemente duas vezes em rede nacional anunciar medidas de impacto para a sociedade", disse o senador Rodrigo Rollemberg (DF).

Segundo o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), a pesquisa revela que seu partido tem "todas as condições" de vencer o pleito de 2014. "O País está no rumo certo." O ex-ministro José Dirceu (PT) afirmou, em seu blog, que o resultado mostra a "consolidação da hegemonia política" de Dilma e "expressa o quanto a oposição está mal, além de dividida e sem liderança". / DENISE MADUEÑO, DÉBORA ÁLVARES, DÉBORA BERGAMASCO e ANGELA LACERDA

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