Senador mantém influência por cumprir acordos

* Cenário: João Domingos

João Domingos, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2013 | 02h06

Desde Fernando Collor, passando por Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, Renan Calheiros se mantém ativo nas indicações de cargos no Executivo. No governo petista, é um dos campeões de nomeações em estatais. Até seu filho Rodrigo é agraciado - ocupa um cargo na Companhia Nacional de Alimentos.

Após passagem pelo ministério no governo tucano, firmou-se no Senado, que passou a comandar em 2005. Em 2007, reelegeu-se presidente, mas foi obrigado a renunciar por suspeita de ter despesas pessoais pagas por um lobista de empreiteira. Menos de dois anos depois, Renan voltou à liderança do PMDB e lá permaneceu até ontem, quando foi eleito presidente do Senado.

Como líder, Renan virou credor de todo senador de alguma importância.

Foi ele o responsável pela eleição e reeleição de José Sarney para 2009 e 2011, além de criar o manto de proteção ao presidente do Senado no escândalo dos atos secretos.

Para Fernando Collor, articulou as presidências das comissões de Infraestrutura e Relações Exteriores; para Eunício Oliveira, a Comissão de Constituição e Justiça; ao senador Luiz Henrique, a relatoria do Código Florestal; a Romero Jucá, que havia sido demitido da liderança do governo pela presidente Dilma Rousseff, ele deu o cargo de relator da Comissão do Orçamento. Renan é tido entre os senadores como "aquele que entrega a mercadoria". É daí que vem o seu poder na Casa e a confiança dos colegas.

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