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Senador assumiu sob críticas e anunciou corte de despesas

Renan promete redução de R$ 303 mi em gastos do Senado até 2014; foco do peemedebista gerou desgaste com servidores

O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2013 | 02h06

Desde que reassumiu, sob críticas, a presidência do Senado, Renan Calheiros procura adotar uma pauta positiva. A primeira bandeira que levantou foi a do corte de gastos. Um pacote anunciado pelo presidente do Senado prevê que ao final de 2014 as medidas implementadas gerem uma economia de R$ 303 milhões para os cofres públicos.

Atos secretos. Fala-se nessa reforma administrativa desde 2009, quando o Estado revelou o escândalo dos atos secretos. Mas apenas no último dia da gestão do senador José Sarney (PMDB-AP) a Mesa Diretora da Casa aprovou medidas que implicariam uma economia anual de R$ 83 milhões e deram a base da reestruturação agora abraçada por Renan.

O foco na reformulação da Casa, contudo, tem levado o presidente a ganhar inimizades tanto dos servidores efetivos, quanto dos funcionários comissionados. Apesar da alardeada reforma, privilégios antigos, como gastos com assistência médica ilimitados aos senadores e as concessões de licenças aos servidores de carreira, têm sido mantidos intactos.

Entre as medidas de que Renan tem se vangloriado estão a redução de 25% das funções de chefia e assessoramento, com a eliminação, segundo cálculos da presidência, de mais de 500 cargos, que vão gerar economia de R$ 26 milhões até o fim do ano que vem.

O presidente do Senado acabou, ainda, com o serviço médico ambulatorial e a transferência de pessoal e de equipamentos para o governo do Distrito Federal. A gestão proibiu, ainda, contratos emergenciais e cancelou a revisão de contratos de terceirização de mão de obra, medida com a qual espera economizar R$ 81 milhões.

Aliados dizem que os esforços de Renan tem por objetivo tirar o foco das acusações que o levaram a renunciar à Presidência da Casa em 2007.

Na época, ele foi alvo de processos de quebra de decoro parlamentar por ter despesas pessoais pagas por um lobista de uma empreiteira e de usar documentos forjados para justificar seu patrimônio. Às vésperas de ser eleito para a presidência do Senado, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o denunciou por uso de documento falso, falsidade ideológica e peculato - acusações que o levaram a renunciar ao mesmo posto em 2007.

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