Senador afirma que declarações são 'inverídicas'

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou ingerência no processo do Tribunal de Contas da União (TCU) que discute o arrendamento de áreas do Porto de Santos à Tecondi. Segundo a assessoria do senador, ele não fez qualquer gestão a respeito e as declarações de Cyonil Borges são "inverídicas".

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2012 | 23h48

José Múcio disse que não houve conversa com Sarney ou Paulo Vieira. De acordo com a assessoria de gabinete do ministro, nenhuma decisão dele e do plenário do tribunal no processo foi favorável à Tecondi, apesar do parecer de Cyonil sugerir o contrário. E, além disso, até a Operação Porto Seguro, deflagrada em novembro deste ano, não se sabia que o relatório do auditor era comprado.

Acórdão. Depois que Aroldo Cedraz assumiu a relatoria, no início de 2011, o TCU confirmou medida cautelar que contrariava os interesses da Tecondi. Em acórdão aprovado em agosto deste ano, manteve o contrato de arrendamento que já estava em vigor, mas proibiu a ocupação de novas áreas no porto, como desejava a empresa.

O ex-ministro do TCU Marcos Vilaça explicou, em nota, que o processo ficou em seu gabinete pouco tempo. Às vésperas de sua aposentadoria, ele teria enviado o caso a São Paulo para exame, após pareceres do Ministério Público e da Companhia Docas de São Paulo. "Pouco participei dele (do processo) e o presidente Sarney nunca me falou sobre isso. Nem ele nem ninguém", assegurou Vilaça.

Em e-mail enviado por sua assessoria, Paulo Vieira disse: "Nego. Nunca falei com Sarney sobre isso". Segundo ele, o processo foi encaminhado a São Paulo por José Múcio, no início de 2010, atendendo a um pedido da Codesp. O ex-diretor informou que, à época, não era ainda conselheiro da companhia. / F. F.

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