Senador acusa colegas de enriquecer com verba pública

Da tribuna, o senador Mário Couto (PSDB-PA) acusou ontem colegas parlamentares de enriquecer ilicitamente e de se valerem do mandato para continuar impunes. Sem citar nomes, Couto acusou "muitos políticos, não são poucos, que hoje estão aqui sentados nessas cadeiras" de serem milionários e de responderem "a 30, a 40, a 50 processos" que não são julgados pelo Supremo Tribunal Federal. "Por que o Supremo não aproveita a grande oportunidade que tem na mão e faz uma limpeza nacional?"

ROSA COSTA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2012 | 02h04

"Não é só o mensalão que existe no País, existe uma corrupção generalizada", disse. No entender do senador, o Supremo deveria fazer uma auditoria no patrimônio de deputados e senadores para saber de onde "saíram" esses bens. "Tem senadores que têm TV e jornal porque fizeram seu patrimônio com o dinheiro do povo (...). O mensalão é uma pequena parte da corrupção generalizada."

A líder do PSB, senadora Lídice da Mata (BA), protestou pelas acusações de Couto que, segundo ela, atingiam todo o Senado. Ela pediu a retirada das acusações do colega das notas taquigráficas. "Se o senador tem alguma coisa contra algum político, contra algum senador, contra algum deputado, que diga, tenha a coragem de dizer a quem está acusando", propôs a parlamentar.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), defendeu o colega dizendo que ele não quis generalizar, mas sim atingir "determinado alvo" que também deve ser julgado pelo STF.

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