Sem-terra atacam queda em assentamentos

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupou nesta semana cinco sedes regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Eles protestam sobretudo contra a presidente Dilma Rousseff, que não teria cumprido as promessas feitas ao movimento em agosto, após uma jornada de ocupações em 20 Estados.

O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2011 | 03h06

Na avaliação dos coordenadores do MST, a maneira como a reforma agrária vem sendo tratada no governo Dilma é cada vez mais preocupante. Eles citam como exemplo o fato de terem sido assentadas cerca de 6 mil famílias neste ano - número que consideram muito baixo.

Mas não é só o tema da reforma que mobiliza o MST. As ações desta semana também se destinam a chamar a atenção para as mudanças no Código Florestal, em debate no Senado. Elas são consideradas inaceitáveis pelos líderes do movimento. Na avaliação deles, Dilma deveria vetar todos os pontos que permitem a ampliação de áreas desmatadas, pois isso causaria prejuízos à agricultura familiar.

Exterior. Outro tema que aparece com frequência na pauta do MST é o dos agrotóxicos, que estariam sendo usado de maneira exagerada pelo agronegócio. Essa bandeira tem aproximado o movimento de organizações do exterior que defendem políticas de agricultura sustentável.

No início de novembro, a organização recebeu o Prêmio de Soberania Alimentar, concedido pela Community Food Security Coalition - entidade americana que agrega cerca de 300 organizações voltadas sobretudo para segurança alimentar e agricultura sustentável.

No texto em que justificou sua escolha, a instituição americana disse que, graças aos MST, "mais de 350 mil famílias foram assentadas, em uma área superior a 17 milhões de hectares, e outras 90 mil estão organizadas em acampamentos e esperando títulos". As ações do movimento, ainda segundo o texto, também serviram para a chamar a atenção, no Brasil e no exterior, para "a distribuição desigual das terras e a necessidade da reforma agrária".

Atualmente, existem cerca de 30 grupos de apoio ao MST no exterior./ R.A.

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