GILBERTO MARQUES / GOVSP
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Sem mencionar Meirelles, Alckmin defende coalizão 'do centro democrático'

'Seria até uma indelicadeza com Meirelles, que é pré-candidato de um grande partido, colocar dessa forma', diz o pré-candidato tucano sobre chapa com ex-ministro

Marcelo Osakabe e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2018 | 12h27

O ex-governador Geraldo Alckmin, pré- candidato do PSDB à Presidência, reiterou nesta terça-feira que não conversou sobre a possibilidade de uma eventual aliança com o MDB, que incluiria o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como seu vice.

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Em evento da UGT na capital paulista, o presidenciável disse, no entanto, que deve buscar todos os partidos e voltou a defender a construção de um "centro democrático", que integraria não apenas as legendas mas outros setores da sociedade.

"Seria até uma indelicadeza com Meirelles, que é pré-candidato de um grande partido, colocar dessa forma. Agora, sempre defendo o diálogo, vou conversar com todos os partidos, até porque sou presidente do meu", disse a jornalistas após sua participação no evento. "Agora estou trabalhando para construir um centro democrático, uma convergência", acrescentou.

Alckmin participou do evento de comemoração do dia 1º de maio da UGT. Além dele, outros quatro presidenciáveis foram convidados: Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Aldo Rebelo (SD) e Guilherme Afif Domingos (PSD).

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Questionado sobre o seu desempenho nas últimas pesquisas, que tem preocupado parte de seus aliados, o tucano voltou a minimizar sua importância neste momento. "Já estamos entre 6% e 10% no Brasil e o importante é crescer na hora certa, lá na frente, quando o voto se define", disse, brincando, em seguida, com os repórteres. "É preciso administrar o estresse, é meu dever como médico e reconheço que existem dois ansiosos na vida: jornalistas e candidatos." 

Reformas. Geraldo Alckmin também defendeu a reforma trabalhista e o fim do imposto sindical. De acordo com o presidenciável do PSDB, o objetivo da reforma é gerar empregos.

"O objetivo da reforma foi modernizar uma legislação que foi inspirada no tempo do Mussolini para uma mais moderna. Se tem imperfeições, vamos corrigi-las", disse o tucano, citando como exemplo casos como o trabalho intermitente e a insalubridade para gestantes.

Sobre o fim do imposto sindical, o ex-governador se posicionou contra sua volta, mas disse que é necessário achar uma maneira de garantir o custeio dessas entidades. "Custeio do movimento sindical está correto. Agora, obrigar através de imposto está errado. Não sou contra os trabalhadores, sou contra o espírito corporativo, o Brasil foi dominado por ele", acrescentou.

Questionado sobre sua posição sobre as privatizações, o tucano defendeu que o Estado não deve se comportar como "empresário" e defendeu a privatização de parte das estatais brasileiras. "Ou temos coragem de pôr o dedo na ferida e corrigir o que esta errado ou ficamos para trás, disse.

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Bancos. Apesar das propostas contrárias ao que defende a maioria dos sindicatos, que lhe renderam algumas vaias no fim da apresentação, Alckmin fez acenos aos trabalhadores. Ele disse que não vai privatizar a Petrobrás nem o Banco do Brasil e apresentou propostas como a de mudar a remuneração do FGTS para a Taxa de Longo Prazo (TLP) e o plano para dobrar a renda do trabalhador brasileiro com o fundo.

Alckmin ainda criticou a concentração bancária no País, que, em seu entendimento, é uma das causas para a queda da Selic não chegar ao consumidor final. "Esse setor precisa de concorrência. Não apenas bancos estatais, mas fintechs, cooperativas de crédito, precisamos de mais bancos", defendeu.

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