Sem Kassab, Haddad se vê 'de mãos dadas' com Marta

Petista, que fez incursão na periferia, onde Marta é popular, diz contar com a senadora; para ela, união com PSD seria pesadelo

/ DAIENE CARDOSO e BRUNO BOGHOSSIAN, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2012 | 03h04

Diante do cenário que começa a se desenhar na capital paulista com a possível entrada do tucano José Serra na eleição para a Prefeitura, o pré-candidato do PT, Fernando Haddad, manifestou certeza de que terá o apoio da senadora Marta Suplicy (PT) na campanha.

"(Marta) vai acordar de mãos dadas comigo", afirmou, fazendo alusão à frase de Marta há cerca de 15 dias, quando disse temer "acordar de mãos dadas" com o prefeito Gilberto Kassab (PSD), que na ocasião negociava apoio ao PT na capital.

A participação de Serra na disputa levaria Kassab para a órbita tucana e suspenderia uma das restrições de Marta para apoiar Haddad ativamente. A senadora também havia ficado contrariada por ter sido pressionada pelo ex-presidente Lula a desistir de sua pré-candidatura.

Em campanha. Haddad madrugou ontem para dar início a uma incursão por bairros da periferia de São Paulo. Às 5h da manhã, o petista embarcou em um ônibus no M'Boi Mirim, extremo sul da capital, acompanhado por militantes do partido. Depois, visitou um hospital, uma creche e participou de um café da manhã com líderes religiosos.

Dirigentes do PT admitiram que o ex-ministro foi pouco reconhecido e que tiveram de apresentá-lo aos eleitores. O objetivo dos militantes é aproveitar a popularidade do partido na periferia - sobretudo de figuras como Lula e Marta - para projetar o nome de Haddad.

O pré-candidato negou que suas visitas tenham o objetivo de torná-lo mais conhecido entre os eleitores. "Às vezes, as pessoas me reconhecem, mas a intenção não é fazer campanha. É colher subsídios (para o plano de governo)." Após o giro pela região, o pré-candidato elegeu a mobilidade urbana como foco e defendeu o legado de Marta quando prefeita. "O projeto que foi lançado na nossa gestão (da ex-prefeita Marta Suplicy) foi abortado. Não construímos corredores de ônibus."

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