Sem dinheiro, Crivella reduz equipe de campanha no Rio

Em queda nas pesquisas eleitorais e com dificuldades em obter doações para a campanha, o candidato do PRB à prefeitura do Rio de Janeiro, senador Marcelo Crivella, foi obrigado a fazer uma redução drástica na equipe de marketing, comandada pelo publicitário Duda Mendonça. Cinco dos 12 integrantes do grupo montado por Duda no Rio foram dispensados por falta de recursos para levar adiante o projeto inicial de comunicação. A equipe continua chefiada por Ricardo Braga, sobrinho de Duda. O corte da equipe de comunicação acontece no momento mais difícil da campanha de Crivella. Em três semanas, o senador perdeu cinco pontos percentuais na pesquisa do Ibope, passando de 28 para 23 pontos, enquanto o candidato da coligação "Unidos pelo Rio" (PMDB-PP-PSL-PTB), Eduardo Paes, subiu 15 pontos, de 12 para 27. Paes está na liderança, mas os dois estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro é de três pontos percentuais. Há duas semanas, o comando da campanha de Crivella e a equipe de Duda concluíram que não seria possível arcar com os gastos previstos inicialmente, desde a produção dos programas de rádio e TV até a estada da equipe na cidade. A solução foi reduzir o número de profissionais. O coordenador da campanha de Crivella, Isaías Zavarise, ex-diretor de marketing da TV Record-Rio, disse hoje que a redução da equipe foi resultado de um "reaparelhamento" e de uma "reengenharia", mas admitiu a escassez de recursos. "Fizemos uma adequação, já que o tempo de TV é pequeno. No segundo turno, pretendemos recompor a equipe", afirmou. "O outro candidato (Paes) é que tem campanha rica."A prioridade serão os programas gratuitos de televisão. Como Crivella tem apenas 1min50s por dia na TV, a opção foi aproveitar boa parte do material que tinha sido gravado no início da propaganda eleitoral e concentrar recursos na produção de novas gravações, para manter o programa atualizado. GastosA previsão inicial era de que os serviços de marketing político custariam R$ 1 milhão, incluindo a "consultoria" de Duda e os programas de TV. Crivella, candidato da coligação "Vamos Arrumar o Rio" (PR-PSDC-PRTB-PRB), registrou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) previsão de gastos totais da campanha de R$ 6,8 milhões. No entanto, as contribuições não chegaram e até agora a campanha registrou arrecadação de R$ 548.235 - pouco mais da metade do que seria pago apenas à produtora de Duda Mendonça. A prestação de contas disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica despesas de apenas R$ 40 mil com produção de programas de rádio, TV e vídeo.

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