DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Segurança, emprego e ataques dominam debate entre candidatos ao governo do Distrito Federal

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra o candidato Ibaneis Rocha à frente da disputa, com 24% das intenções de voto

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2018 | 22h36

BRASÍLIA – A nove dias das eleições 2018, os candidatos ao governo do Distrito Federal aproveitaram o debate realizado pela Record nesta sexta-feira, 28, no Museu Nacional de Brasília, para falarem sobre segurança, geração de empregos e trocarem ataques entre eles. O principal alvo da bancada foi o candidato Ibaneis Rocha (MDB), que tem crescido nas pesquisas nas últimas semanas.

Pesquisa do Datafolha divulgada também nesta sexta-feira mostrou o emedebista à frente da disputa no DF, com 24%, seguido de Eliana Pedrosa (PROS), com 16% e do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), 12%. Na última Ibope, o emedebista cresceu 11 pontos e ficou praticamente empatado com Eliana Pedrosa . A intenção de votos da candidata passou de 22% para 21% e Ibaneis cresceu em duas semanas de 9% para 20%.

O primeiro bloco foi praticamente dedicado a ataques diretos e indiretos ao candidato do partido de Michel Temer. O postulante do DEM, Alberto Fraga questionou Ibaneis sobre a ação civil aberta pelo Ministério Público Federal (MPF), revelada nesta sexta-feira pelo Metrópoles, em que ele é investigado por ter recebido R$ 3,3 milhões em honorários do município de Jacobina, na Bahia, sob denúncia de superfaturamento e uso indevido de verba. A denúncia foi apresentada em 2017. O emedebista se defendeu e disse estar tranquilo. “O problemas são pessoas que não conseguem explicar o patrimônio que têm”, rebateu o candidato a Fraga. 

A candidata do PSOL, a professora Fátima Sousa, também atacou o candidato do MDB ao falar de saúde. “Foi o seu governo que sucateou o SUS”, afirmou. Ela também criticou o congelamento dos gastos no setor feito pelo governo de Michel Temer. O candidato do PT, Júlio Miragaia, criticou as alfinetadas entre os candidatos. “Tem prevalecido essa questão das agressões, mas é o roto falando do esfarrapado. A população quer saber quais são as propostas que os candidatos têm”, disse a jornalistas ao fim do debate. 

Outros candidatos também entraram no ringue. Eliana disse que o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) é cheio de malícia ao responder sobre a proposta de construir estádios no DF. “A ideia é construir esses estádios em Santa Maria e Recanto, para que os jovens fiquem longe das drogas e possam participar de projetos sociais”, disse. Já a candidata do PSOL, a professora Fátima Sousa, direcionou uma fala à Fraga, mas foi interrompida pelo tempo esgotado. “Você é muito cruel quando se trata das mulheres”, disse a candidata antes de ser interrompida pelo apresentador. “Fui salvo pelo gongo”, disse Fraga. 

Sobre propostas, Fraga disse que pretende voltar à escola de tempo integral e aproveitar o uso da mão de obra de presos para ajudá-los a se reintegrarem à sociedade.  Eliana falou em dedicar mais atenção à merenda escolar e também monitorar as saídas temporárias de presos, para dar mais segurança à população. Rollemberg disse que emprego será prioridade em seu governo. Rogério Rosso (PSD) defendeu à regularização dos condomínios no DF. A professora Fátima e Miragaia defenderam principalmente melhorias na saúde e educação.

Antes do debate, os candidatos Alexandre Guerra (Novo) e general Paulo Chagas (PRP), que não participaram do evento, se reuniram em frente ao museu e assinaram um documento em que selaram o compromisso de se apoiarem caso algum deles chegue ao segundo turno. 

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