Sede do Tortura Nunca Mais é furtada no Rio

A sede do Grupo Tortura Nunca Mais, que investiga e denuncia violações aos direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985), foi furtada na madrugada de anteontem. O imóvel situado em Botafogo, na zona sul do Rio, foi invadido por um bando de criminosos que fugiu levando R$ 1.567,37 e documentos da entidade.

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2012 | 03h02

O furto foi notado pela secretária do Tortura Nunca Mais, que chegou para trabalhar anteontem e constatou a invasão ao imóvel. Um computador estava ligado quando a funcionária chegou ao local de trabalho.

O caso foi registrado em boletim de ocorrência na Polícia Civil, mas até ontem nenhum criminoso havia sido identificado.

Em nota divulgada no site da entidade, o Tortura Nunca Mais relatou ter sofrido em um intervalo de dez dias "duas ameaças das forças retrógadas e saudosistas da ditadura civil-militar". No dia 11, segundo o grupo, um homem ligou sem se identificar e disse pelo telefone: "Nós vamos voltar e isso aí vai acabar".

"Não tememos estas ameaças, elas não nos intimidarão e não nos farão recuar em nossa luta de quase trinta anos. Já passamos por outras ameaças e outras invasões em nossa sede e em nosso site", escreveu o Tortura Nunca Mais, que defendeu a atuação da Comissão da Verdade e a abertura de arquivos da ditadura.

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