Secretaria de Portos arquiva sindicância contra seu nº 2

A Secretaria de Portos da Presidência poupou seu número 2, o secretário executivo Mário Lima Júnior, em sindicância para apurar irregularidades em empresas citadas na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que revelou esquema de venda de pareceres no governo. A sindicância foi conduzida pelo chefe de gabinete do próprio secretário, Raul Moura de Sá. A investigação interna concluiu, sem ouvir Lima Jr., que autoridades e servidores da pasta não cometeram faltas. E propôs o arquivamento do caso.

FÁBIO FABRINI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2013 | 10h14

A sindicância, instaurada pelo ministro Leônidas Cristino Dias, buscou apurar falhas no deferimento de pedidos de declarações de utilidade pública (DUPs), documentos pleiteados por empresas para que, ao licenciar portos, obtenham permissão para desmatar. Conforme o inquérito, o ex-diretor da Agência Nacional de Águas, Paulo Vieira, fazia tráfico de influência para destravar um terminal na Ilha de Bagres, em Santos, de interesse da São Paulo Empreendimentos (SEP), ligada ao ex-senador Gilberto Miranda (PMDB-AM). Uma das etapas seria a concessão da DUP.

Para concluir seu relatório, a comissão se baseou em documentos e em depoimentos de Antônio Maurício Ferreira Netto, diretor de Revitalização e Modernização Portuária, e Rogério de Abreu Menescal, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário. Embora tivesse atribuição para isso, a sindicância não convidou Vieira, outros servidores ou empresários, como o ex-senador, a se explicar.

Lavagem. A PF abriu inquérito para investigar por lavagem de dinheiro a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, e outros investigados. A PF suspeita que bens adquiridos de forma ilícita teriam sido ocultados ou dissimulados pela organização supostamente integrada por Rose e Paulo Vieira. O inquérito foi aberto pelo delegado Ricardo Hiroshi, do Setor de Inteligência Policial, que comandou a Porto Seguro.

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