Secretaria afirma que não recebeu relatório

A Secretaria Especial de Direitos Humanos informou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que não recebeu o relatório do Ministério Público Federal (MPF) sobre omissões no trabalho de localização e identificados de desaparecidos políticos.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2012 | 03h06

No mesmo comunicado, a secretaria ressaltou que a busca de respostas para os familiares dos desaparecidos é uma prioridade e que conta com a contribuição da sociedade, do MPF e da Comissão da Verdade para melhorar os trabalhos.

Marco Antonio Barbosa, presidente da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, também citada no relatório do MPF, informou que, por enquanto, não iria se manifestar. "Desconheço o texto e só posso comentar após tomar conhecimento", disse.

Os procuradores reclamaram da comissão, afirmando que não ela consegue dar respostas satisfatórias aos questionamentos que recebe. O órgão não consegue responder, entre outras coisas, qual o encaminhamento que deu aos fragmentos ósseos que pertencem a mortos e desaparecidos cujos restos mortais já foram entregues às famílias.

É citado também o caso da ossada pertencente a Francisco Manoel Chaves, que se encontra desde 2010 no Instituto Médico Legal de Brasília e até hoje não foi analisada./ A.R.

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